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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pisca Pisca


                -Vai estando na hora de António Costa, começar a dizer ao povo português o que realmente pretende, caso seja eleito nas próximas legislativas.
                  Para já, vai pulando de iniciativa em iniciativa, pré-eleitoral, sem dizer patavina sobre ao que veio. Em tempos que já lá vão, bastava apresentar a candidatura e declarar alguns processos de intenção, para que o eleitorado cumprisse com a tradição de alternar no poder os partidos do costume. Dado que o actual Governo está-se a lixar para as próximas legislativas, será coerente pensar que António Costa considera-se já, um vencedor por antecipação.
    Esta táctica de ir piscando o olho ora à direita, ora à esquerda, está a dar muito nas vistas. Por vezes quando se abusa muito desta receita, os resultados podem ser decepcionantes. Neste fim-de-semana, reuniu tropas para declarar, entre outras banalidades, que o PS não é o PASOK. Cheira-me que o líder do PS começa a compreender que na Europa, correm uns ventos de “cambio”, como Iglésias afirmou ontem em Madrid. Naturalmente que o PS também não é o PSOE, mas gostaria de colocar uma questão. Quando foi necessário ao PS, criar laços, para se desenvencilhar no parlamento, enquanto poder, a quem é que se encostou? – Exactamente, sempre à direita. Qual a diferença, para os dois partidos referidos, que agora caíram em descrédito absoluto, tanto na Grécia, como em Espanha?
         A hipocrisia na política é useira e vezeira, mas convém, não tratar os portuguesinhos , assim desta forma inadmissível. Ou muito me engano ou um dia destes, será o Rui Tavares, a não querer misturas com os socialistas, porque se safam bem sozinhos. Não tivéssemos nós, esta característica péssima de ter medo de tudo e de todos e por cá, também começariam a soprar ventos de mudança.
Embora não espere muito de António Costa, porque as mudanças não seriam profundas, (aliás nem sei se existiriam mudanças?!) só espero que o Syriza, daqui até às nossas eleições, possa demonstrar, que existem outros caminhos, sem que sejam catalogados de extremistas assustadores!!! Acreditem que isto está tudo interligado, felizmente, mais do que nunca!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Poder, "podemos", mas mais tarde!

                  -Definitivamente a vida não está fácil para os eleitores da velha Europa. Esta nova força política em Espanha, vêm baralhar a habitual troca de poder entre o PSOE e o PP. O Podemos resulta de uma larga maioria da população, o 15M  que encontrou nas ruas, a forma de contestar as políticas seguidas, por Governos dos dois partidos dominantes no país vizinho. Todos se lembram do acampamento feito na Praça del Sol, em Madrid, durante muitas semanas e as consequentes manifestações de apoio. O mesmo género de movimentos já se verificaram na Grécia, Itália e França, com resultados significativos nas eleições. Estes fenómenos, não são, de maneira nenhuma, inéditos na recente história europeia. Sabemos, que em tempos de crise, surgem invariávelmente, estes movimentos, que cativam os insatisfeitos, os pessimistas, os indecisos, etc... movimentos esses,que geralmente tocam os espectros políticos, da esquerda à direita.

                   -Em França, os execráveis Le Pen, que ressurgiram com a força suficiente, para garantirem protagonismo em qualquer eleição que se apresentem. Da mesma corrente ideológica, os gregos do Aurora Dourada, que já tiveram a sua oportunidade, mas que felizmente, souberam dar o tiro no pé, para assim, como surgiram, depressa se reduziram à sua importância.Na Grécia surge em 2004 o Siriza, que à semelhança do nosso BE, junta alguns pequenos partidos de extrema esquerda e consegue ao fim de 10 anos, ultrapassar os partidos tradicionais e culmina com uma vitória, nas recentes eleições Europeias. Uma aposta do povo grego, que se têm revelado consistente e promete outras políticas, caso se torne uma opção governamental. Beppe Grillo, afinal não liderava um partido em Itália, aonde a sua meteórica ascensão, sucederia, um rápido ocaso. Ele ai está, muito presente na tentativa de fazer políticas diferentes, mesmo sabendo que devido à sua aversão à comunicação social generalizada e por isso mesmo ostracizado pela mesma, continua a optar, comunicar através da net, continuando a fazer-se entender. Sabemos, por experiência própria, das ligações pouco claras entre os partidos do arco da governação e as suas linhas de influência, nos principais órgãos dos mídia. Em traços largos, estes serão os partidos que terão, a nível europeu, arrecadado a insatisfação dos eleitores nos partidos cinzentões, do centro direita e centro esquerda. Podemos, poderá ser uma lufada de ar fresco, tal como algumas outras soluções a nível europeu?-Noutros tempos, estes movimentos que acolheram a preferência dos insatisfeitos, não deram bom resultado, antes pelo contrário, foram causa de muitos pesadelos. Uma coisa, eu tenho a certeza, estes "abanões" irão fazer com que os actuais lideres políticos, repensem a sua forma de actuar, vejam o que está a acontecer, hoje em dia na Itália.

               - Quanto a Portugal, temos de esperar e ver o que acontece, inevitavelmente, teremos algo semelhante, mas muito mais tarde. Tudo chega tarde e a más horas, temos os mesmos sintomas de descontentamento mas o Marinho Pinto não preenche o mínimo de requisitos para liderar este género de contestação. Poder, "Podemos", mas mais tarde.