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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Rostos, apenas rostos

                -Rostos e mais rostos...
                       -Comentários de peritos na matéria, à noite na televisão...tentam teorizar sobre o absurdo. Sobre o inexplicável.
            -Crianças com ar incrédulo e assustadas. Ontem, estavam a preparar a próxima lição, talvez numa escola a quilômetros de distância das suas casas, mas tinham uma rotina. Agora, só escutam o borbulhar das ondas e de não terem espaço, nem para pensarem. Quando levantam a cabeça, só observam as estrelas ou as faces assustadas dos pais. Muitos não percebem, porque deixaram os mais velhos para trás e principalmente, as suas casas. Refúgios aonde sentiam que nenhuma bala, os poderia atingir!
              Lembro-me agora, daquele filme de Roberto Benigni, "A vida é bela". Talvez alguns pais tenham tido a sensatez, de descrever esta odisseia, como fazendo parte de um jogo. Quem conseguisse passar este mar, num barco carregado de gente e sem comer, ganhava o desafio proposto. Seriam os heróis!
               O pior é que muitos deles, faltaram-lhes as forças a meio. Outros, quando chegaram ao outro lado, não foram levados em ombros, nem tinham um pódio para os glorificar. Nalguns casos tinham arame farpado pela frente, obstáculos de todas as formas e feitios e a promessa de serem obrigados a voltar à casa de partida!!!
                 A Europa perante uma crise de identidade enorme, não está preparada para receber todo este desespero que atravessa o Mediterrâneo. Está na hora da ONU ajudar a resolver esta questão. Caso contrário, este genocídio terá proporções gigantescas e irá ter um efeito de bola de neve, sobre as consciências de todos os acomodados.
             

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pisca Pisca


                -Vai estando na hora de António Costa, começar a dizer ao povo português o que realmente pretende, caso seja eleito nas próximas legislativas.
                  Para já, vai pulando de iniciativa em iniciativa, pré-eleitoral, sem dizer patavina sobre ao que veio. Em tempos que já lá vão, bastava apresentar a candidatura e declarar alguns processos de intenção, para que o eleitorado cumprisse com a tradição de alternar no poder os partidos do costume. Dado que o actual Governo está-se a lixar para as próximas legislativas, será coerente pensar que António Costa considera-se já, um vencedor por antecipação.
    Esta táctica de ir piscando o olho ora à direita, ora à esquerda, está a dar muito nas vistas. Por vezes quando se abusa muito desta receita, os resultados podem ser decepcionantes. Neste fim-de-semana, reuniu tropas para declarar, entre outras banalidades, que o PS não é o PASOK. Cheira-me que o líder do PS começa a compreender que na Europa, correm uns ventos de “cambio”, como Iglésias afirmou ontem em Madrid. Naturalmente que o PS também não é o PSOE, mas gostaria de colocar uma questão. Quando foi necessário ao PS, criar laços, para se desenvencilhar no parlamento, enquanto poder, a quem é que se encostou? – Exactamente, sempre à direita. Qual a diferença, para os dois partidos referidos, que agora caíram em descrédito absoluto, tanto na Grécia, como em Espanha?
         A hipocrisia na política é useira e vezeira, mas convém, não tratar os portuguesinhos , assim desta forma inadmissível. Ou muito me engano ou um dia destes, será o Rui Tavares, a não querer misturas com os socialistas, porque se safam bem sozinhos. Não tivéssemos nós, esta característica péssima de ter medo de tudo e de todos e por cá, também começariam a soprar ventos de mudança.
Embora não espere muito de António Costa, porque as mudanças não seriam profundas, (aliás nem sei se existiriam mudanças?!) só espero que o Syriza, daqui até às nossas eleições, possa demonstrar, que existem outros caminhos, sem que sejam catalogados de extremistas assustadores!!! Acreditem que isto está tudo interligado, felizmente, mais do que nunca!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Um povo dividido pelo receio.

-E, se a moda pega?
Sim, se a moda pega, qualquer dia, a Catalunha, o País Basco ou mesmo a Córsega, forçam uma situação idêntica e aí, temo que a Europa se vá esfrangalhar, ainda mais.
A terra do whisky, vai amanhã a votos, e as sondagens, não são nada conclusivas. Está tudo muito renhido, os 10% de indecisos, serão determinantes, quando colocarem o seu papelinho na urna. Inscritos, estão cerca de 97% dos potenciais eleitores, daí se pode concluir, do extremo interesse com que é seguido este referendo.
As bolsas europeias estão esta semana em absoluta expectativa, em relação aos resultados. A independência da Escócia, representaria, não só a criação de uma nova nação, como uma "peça" (para já) fora da Comunidade Europeia, que seria necessário integrar no mais breve e curto espaço de tempo possível, porque muita coisa estaria em jogo. Esta decisão é de extrema importância, para toda a Europa, pelo facto de acontecer , na altura que acontece.
Lembro-me de ter visto um filme, nos anos 90, sobre um lendário escocês (protagonizado pelo Mel Gibson), que consegue derrotar o exército inglês, na famosa batalha de Stirling Bridge, facto que ocorreu durante o século XIII. Lutavam contra o domínio opressor do rei inglês, Eduardo I. Mas após esta grande vitória, acabou por ser traído por outros nobres escoceses, que o entregaram aos ingleses. Veio a morrer em praça pública, para servir como exemplo a potenciais novas ameaças. Os séculos foram passando, outras tentativas de independência foram fracassando, chegados ao séc XXI, o que estamos assistindo? -A mesma luta, a população dividida, os ingleses ameaçando com represálias e boicotes (caso o SIM venha a vencer), acusações de patriotismo extremo ou de traição declarada  Portanto, quase nada mudou, apenas não se esgrimem no campo de batalha, os argumentos de cada lado da contenda. Os escoceses nunca conseguiram estar juntos do mesmo lado da barricada e ainda hoje me pergunto o porquê de um famoso ditado, com origem nas suas gentes. "Melhor curvar-se do que quebrar-se".

Vamos esperar, pela democrática escolha que os quase 4 milhões de escoceses irão protagonizar amanhã, mas de uma certeza vou ficar, seja qual for a escolha, a Nessie vai continuar a povoar o imaginário de muitos milhares de turistas que continuarão a "vasculhar" o seu lago, apesar dos bloqueios ou outras ameaças vindas de Londres.



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quarta-feira, 27 de março de 2013

Europa Não! Portugal Nunca.

Agora que começamos, insistentemente a ouvir cada vez mais vozes contra esta Europa descontrolada,  lembrei-me de uma peça de teatro, representada por o inesquecível Mário Viegas na sua Companhia Teatral do Chiado entre 1994-95, chamada "Europa Não! Portugal Nunca". Este senhor do teatro, encenador, actor e declamador de excelência, simulava uma conferência de imprensa, aonde se candidatava  à Presidência da Republica. Mais tarde, também viria a propor o seu nome como independente pela UDP à Assembleia da Republica. Acredito mais como chamada de atenção perante tanta hipocrisia apresentada pelos políticos que se levavam muito a sério, do que propriamente como intenção de conseguir esse lugar.

  


Neste blogue, era uma lacuna muito grande da minha parte, nunca ter dedicado algumas palavras a um dos homens da cultura portuguesa que mais admirei. Apesar da sua clarividência cortar a direito  não poupando nunca a mesquinhez  e a mediocridade, não deixou de ser condecorado pelo Estado e reconhecido em vários prémios nacionais e internacionais. Mário Viegas não tinha paciência para as tricas do "porno"sensacionalismo quotidiano, não pactuava com esquemas de promoção e subsídios  fáceis em troca do seu silêncio. Na sua curta estadia entre nós, granjeou mais inimigos do que amigos, porque aquele olhar, as suas pausas, o seu sentido de humor  e inteligência, incomodava muito boa gente.

  Nasceu em Santarém, em 1948 e cedo se notabilizou como actor, no Teatro Experimental de Cascais, aonde se estreou com a peça, "O comissário de polícia" em 1968. Ao longo da sua vida, foi fundador de três companhias de teatro, a ultima das quais, a já mencionada Companhia do Chiado, aquele estúdio ao lado do Teatro de S.Luiz, que ficou com o seu nome.Uma homenagem mais do que merecida. 


                                   
Foi nesse espaço que ele um dia, agarrou o texto do Almada e adaptou-o a um Manifesto Anti-Cavaco. Ao ouvi-lo, sentimos a sua actualidade, basta mudar alguns personagens e colocar lá outros. Os medíocres serão sempre reconhecidos, pelas suas características intrínsecas. 

Quem não se lembra de um saudoso programa da RTP, "Palavras Ditas", aí sim lembro-me do que era serviço público. Era delicioso, ouvir Viegas declamar Fernando Pessoa, Jorge de Sena, Raul de Carvalho, Cesário Verde, José Régio, Vinicius de Moraes, etc... Quem se atreveria hoje em dia a apostar num programa dedicado à poesia?

 Podíamos falar também do seu percurso no cinema, aonde participou em 15 filmes, entre os quais eu destaco "A Divina Comédia"do centenário Manoel de Oliveira, "Sem Sombra de Pecado" de José Fonseca e Costa ou "Rei das Berlengas" do também inesquecível Artur Semedo.

O seu espólio, é um legado a todos aqueles que continuam a acreditar que deveríamos sempre falar primeiro e depois pensar. Mário há só um, o Viegas e mais nenhum! 




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Grillo Falante

Este "tsunami" político que acaba de acontecer na Itália, deveria merecer da nossa parte, toda a atenção. Por alguma razão, sucedeu algo  de muito parecido nas ultimas eleições na Grécia. Simplesmente, a diferença aqui registada é que a nova força que irrompeu, o Syriza, é baseado numa coligação da esquerda radical grega, portanto do mesmo espectro político. O partido de Grillo, grande surpresa em Itália, não têm qualquer ligação com partidos políticos. Diz-se, aliás, contra o sistema vigente, baseado nas mesmas soluções, os personagens de sempre e caindo invariavelmente  nos erros do costume!



Existe outra semelhança entre estas duas recentes eleições, tanto o partido de Alexis Tsipras, o segundo mais votado na Grécia como agora o Movimento Cinco Estrelas, não desejam fazer coligações para viabilizar qualquer solução estável para os respectivos países. Porque manda a coerência dos seus discursos, que prometendo aquilo que prometeram durante as suas campanhas eleitorais, não iriam pactuar mais com o poder outrora instituído. Seria mais do mesmo.

Este novo panorama político na Europa revela que as novas gerações desejam uma mudança. Revelam também o despertar para estas questões, agarrando o poder de decisão nas suas mãos, já que os seus antecessores estão a deixar-lhes um legado catastrófico. Urge, agir o mais breve possível, romper com estes ciclos mais ou menos viciosos, de mudança no poder. Estas percentagens agora obtidas, tanto de Bersani, como de Berlusconi, ainda revelam aquele voto conservador das gerações mais velhas, mas cada vez são mais fracas. A tendência de alternância de poder, pelas mesmas forças partidárias, modelo que já vêm desde o final da Segunda Guerra Mundial, está a esgotar-se. Felizmente para todos nós.

Como sempre, a nós portuguesinhos, as mudanças vêm sempre por arrasto e muito mais tarde. Tenho esperança que o PS, o PSD e o CDS, (principalmente estes) tenham uma  lenta ou rápida agonia, até ao seu ocaso. Por enquanto os jotinhas, a desenvolver a sua ascensão nos respectivos aparelhos partidários, talvez possam não ter tempo de "mamar" à nossa custa.

Coincidência ou não, Gepetto criou um boneco mentiroso que se chamava Pinóquio, mas a história conta-nos, que a fada logo criou um Grillo que seria a consciência do boneco. Talvez estejamos na presença de um cómico que representa a consciência de uma casta de homens que não merecem o lugar que ocupam.






quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tragédia Grega!

 Num futuro próximo podemos ter os holofotes virados para este canto da Europa, devido à saída da Grécia da Comunidade. Esta viragem à esquerda na França e na Grécia agrada-me, mas não sei até que ponto este sinal será positivo?- Já me enganei tantas vezes, que tenho medo de embandeirar em arco e depois sair-me o tiro pela culatra. As ideias defendidas durante as campanhas, são geralmente deturpadas por circunstâncias várias. Logo à partida a realidade que depois encontram no exercício do mandato, depois as pressões de grupos económicos vigentes, a forma como se aliam às correntes ideológicas praticadas pelos países dominantes, em defesa da própria integração num grupo com regras estabelecidas,etc...

Esta coligação de esquerda radical, o Syriza, integra uma mescla de vários partidos de esquerda, que não tinham muito protagonismo na cena política grega à uns anos atrás. Juntaram-se a eles os Verdes, os dissidentes do Partido Comunista (KKE), inclusive o seu actual líder, Alexis Tsipras, também integrou a ala jovem deste partido. Fundado em 2004, não tinha qualquer veleidade de chegar ao poder perante os monstros sagrados do PASOK e da Nova Democracia, Estes sim, partidos que dividiram a Vouli  (Assembleia Grega), desde a queda do regime militarista em 1974. Graças a um espectacular resultado nas recentes eleições, 16,80% e uma representação de 52 deputados na Vouli, passou a ser o segundo partido mais votado nesta Assembleia!

O povo grego, farto de tantas medidas impostas pela Troika, revelou coragem ao querer mudar o rumo dos acontecimentos. Expressou nas urnas a vontade de promover outras soluções, só que os votos foram muito dispersos e o Presidente Papoulias não conseguiu promover um Governo estável para os próximos anos, apesar da oportunidade que deu aos três partidos mais votados para encetarem contactos nesse sentido. A oposição firme de Tsipras a coligações com partidos que arrastaram a Grécia para esta situação, deu-me um pouco de esperança.Este jovem parece estar convicto das suas ideias e revela força para aguentar pressões, muito comuns nestas alturas. Eu imagino a responsabilidade que lhe tenham tentado incutir por causa da sua inflexibilidade.

As sondagens demonstram agora que no próximo dia 17 de Junho, a sua coligação de esquerda poderá ganhar ainda mais protagonismo e os líderes europeus começam já a olhar este jovem líder, de uma outra forma. Após essa data, deverá também ele, tentar alguns consensos para formar Governo. Espero nessa altura que não venha a desiludir não só os seus apoiantes e o povo grego em geral, mas uma cada vez maior percentagem de europeus, que acreditam existir vida para além das imposições da senhora Merkel!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Europa, Europa



Roma no dia 14 de Dezembro de 2010




Atenas no dia 26 de Junho 2010




Londres no dia 10 de Novembro 2010



Dublin no dia 26 de Novembro 2010




Paris no dia 20 de Outubro de 2010
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O que vale é que em Portugal continuam-se a marcar greves gerais com 3 meses de antecedência. E quando chega o dia, existem serviços mínimos que acabam por reduzir os efeitos e ainda por cima os portuguesinhos aproveitam para ficar em casa para assistir no sofá ao evoluir da situação. Os sindicatos continuam a ser convidados para reuniões com o Governo e apesar de tudo, estão abertos a negociações!!!- Eu acho estranho que depois de todas as medidas já tomadas, os sindicatos ainda sintam predisposição para o diálogo. E se fosse a UGT a meter-se nestas negociatas, ainda compreendia, mas a CGTP continuar a acreditar na palavra do Engenheirinho e dos seus pares, depois de todas as falsas promessas, quase me apetecia perguntar aquele senhor da Wikileaks senão têm por lá alguma indiscriçãozita do Carvalho da Silva nos últimos tempos para publicar?
Quanto aos estudantes portugueses, sei lá, são tipo TÁ-SE BEM!!!

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ventos de Revolta


Esta semana muitas pessoas por essa Europa fora devem perguntar-se, como é que foi possível chegarmos a este ponto?- Lembrar que ainda não foi à muito tempo que olhávamos para os Estados Unidos e com alguma sobranceria víamos o dólar afundar-se, as empresas a fechar, as instituições financeiras na barra dos tribunais,etc...Agora essa crise parece instalar-se de armas e bagagens à nossa porta!-Não interessa encolher os ombros e desdramatizar, porque a situação não está fácil e se continuarmos a passar ao lado destes sinais que nos chegam de todos os lados, vamos ter que acordar um dia destes sobressaltados com a realidade. Regra geral os portuguesinhos por esta altura ainda estão a pensar de quem foi a culpa?- O Governo fala do momento actual como algo de inevitável, porque se este mal está propagado por toda a Europa, teria que chegar aqui de qualquer maneira. A oposição fala de asneiras consecutivas ao longo de 6 anos de Socialismo disfarçado!- Estamos nesta telenovela horrível de saber se o Orçamento passa ou não passa, quando toda a gente, com o mínimo de inteligência, sabe qual o epílogo. Passos Coelho estará interessado em tudo, menos na entrada de rompante do FMI nas nossas finanças de forma a gerir as nossas contas, porque simplesmente iriam cortar a direito e os interessezinhos hipócritas destes políticos ficariam reduzidos a nada. Só tenho pena que estas "bombas"traduzidas em contestação social (exemplo mais recente na França) que agora ameaçam explodir, não tenham ainda feito propagar para esta ponta da Europa nenhum rastilho, de maneira a fazermos pensar estes senhores que também poderíamos justificar essa agitação como ventos que sopram dos Pirinéus!!!