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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Não!

                         Tenho recorrido várias vezes neste blogue, a cartoons, para ilustrar de uma forma clara, a forma como desejo, passar as minhas ideias. Penso nesta altura, que esta forma de nos expressarmos, esteja na ordem do dia. Charlie Hebdo, um homem que sempre demonstrou, não ter medo de se expressar, da forma como todos conhecemos, morreu realmente de pé e assim irá permanecer nas nossas consciências. De joelhos, continuam a estar, as formas de jornalismo que dependem de grandes grupos económicos e interesses dúbios.
                     
                          Este sinal de cobardia, dado por fundamentalistas desesperados, prova de uma forma irrefutável, que na ponta de uma caneta pode estar uma arma mais eficaz do que muitas políticas de dissuasão ineficazes. Mesmo numa altura de dor e que nos remete para uma situação de união, contra estes jiahdistas inclassificáveis, não podemos afirmar que somos todos Charlie!

                        Por duas razões, muito claras. A primeira é que me considero uma pessoa de esquerda e não gosto que certas pessoas possam imiscuir-se num movimento de solidariedade, que não sentem de verdade. A segunda, esta imagem do jornal de Hebdo, que ilustra bem a sua opinião sobre a Frente Nacional. Ainda por cima, a sua líder, vai aos poucos revelando, em situações pontuais, a sua apetência por atropelar com a maior das naturalidades, os principios básicos dos direitos humanos. O apelo à reintrodução da pena de morte, na sequência dos factos ocorridos, é sinal das suas ideias claras sobre a organização de uma sociedade mais justa.

                        O que nos conforta, é que os jornalistas que conseguiram escapar desta carnificina, irão agora reagrupar-se e nas instalações do Liberation, irão continuar a lutar. Em nome dos que morreram e por todos nós, que abominamos os extremismos, a hipocrisia reinante e os silêncios cobardes!

                       


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um dia de justiça.

Notícia de ultima hora. Dominique Venner, ensaísta francês de 78 anos, militante da extrema
direita, suicidou-se hoje no altar da famosa catedral Notre Dame em Paris, em protesto pela crescente "islamização" da sociedade francesa, produto de legislações sucessivas que incentivam a imigração afro-magrebina. Além de ter declarado no seu blogue, recentemente, que se opunha energicamente contra a recente legalização do matrimónio  homossexual.

Quando menos se esperava, na Assembleia da República, com maioria de direita, foi aprovada a lei, que permite a um casal homossexual ter plenos direitos, num processo de co-adopção. Que eu saiba, ainda não assisti a multidões na rua, vociferando bestialidades acerca desta decisão, ao contrário do que aconteceu em França. Mesmo sabendo que a extrema direita francesa têm algum peso eleitoral, custa-me a acreditar na massificação ignóbil destes protestos! 

Apesar de ouvir vozes, como Marinho e Pinto, ainda bastonário dos advogados, ter declarado e passo a citar ..."o desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança exige um pai homem e uma mãe mulher – e não um homem a fazer de mãe e uma mulher de pai... ", não deixo de sentir que a nossa sociedade por muito bem informada que possa estar sobre este assunto, irá sempre ter que se debater com episódios frequentes de puro preconceito, como o caso do advogado em questão. Declarações proferidas, mesmo após os pareceres favoráveis à legalização desta co-adopção, inclusive, em Janeiro último, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Nos dias que correm, poucas são as vezes em que me sinto regozijado com as leis que saem do hemiciclo,mas desta vez sinto que se fez justiça, e mais, a nossa sociedade necessita urgentemente de nos basearmos em valores que exprimam menos descriminação e mais dignidade humana. Estamos todos de parabéns!

Termino, deixando esta questão em aberto. Qual será o significado da morte deste ensaísta francês num altar de uma das mais famosas catedrais do mundo?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Aventura de Obélix na Rússia.

Quando ouvi a pretensão do Presidente francês, taxar os mais ricos com 75%, julguei que não passaria de mais uma promessa eleitoral. Afinal, por toda a Europa, os políticos para melhorarem a sua imagem perante os mais fracos, também tiveram ideia semelhante. Mas fiquei espantado porque em França, essa mera pretensão teve mesmo para se tornar real, não fosse o Tribunal  Constitucional colocar um entrave na sua prossecução. François Hollande não desiste e diz que irá conseguir impor essa lei, embora noutros moldes, mais de acordo com a Constituição.

A escassa percentagem de franceses, atingidos com essa ideia, mexeram logo os cordelinhos, a comunicação social tratou de dar voz a essa indignação. À cabeça desse protesto, está Gerard Depardieu, que logo decidiu pedir cidadania belga e rumar de bagagem e fortuna para o outro lado da fronteira. Não satisfeito com esse sinal de protesto, nada melhor do que pedir passaporte russo a Putin!!?!

Eu acredito que 75%, seja algo de inaceitável, mesmo atendendo aos rendimentos superlativos destes senhores, mas daí até ao desespero, de ir pedir ajuda a Putin, é um passo muito largo. Ainda por cima, perante a presença de uma taxa de 13% ( o imposto sobre os grandes rendimentos) idolatrou o líder russo e elogiou a democracia naquele País. Como é possível, eu não sei.

Com o tratamento que o Gaspar e seus amigos cuidam das grandes fortunas em Portugal, mais a veneração que lhes prestam, eu não sei porquê que o Depardieu, não veio até cá. Estaria completamente à vontade, aliás lembram-se do episódio recente com Soares dos Santos. Transferência do capital maioritário do Grupo para a Holanda, com o Governo impávido a assistir... uma fuga concertada nalgum jantar de cortesia, entre os personagens habituais nestes filmes. Ao actor que ultimamente representa Obélix nas telas,  estas suas ultimas afirmações  e decisões, só podem ser resultado de alguma coisa vinda do céu que lhe tenha caído na cabeça.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Stop à misceginação

. Eu coloquei este vídeo na esperança de arranjar uma boa explicação para algumas decisões xenofobistas que o presidente francês adoptou nos últimos tempos. Esta ideia de começar a fazer "limpeza étnicas" a torto e a direito é de ficar de boca aberta.Primeiro foram os ciganos, depois começaram a implicar com os muçulmanos e agora já pensam em delimitar os direitos daqueles que nascendo em França são filhos de emigrantes magrebinos e como tal... Estamos a falar de Sarkozy, não estamos ainda a falar de Le Pen!!!- Estas medidas demonstram sinais muito perigosos porque, por contágio outros Estados podem adoptar estas aberrações. Quer dizer que qualquer dia estamos a assistir a regras especificas de cidadania para franceses a "100%" e outras para "os outros" e neste conjunto sabemos de antemão que estão milhares de portugueses incluídos. A teoria da extrema direita francesa acaba aos poucos por vingar, o perigo da islamização do estado francês. Enquanto precisaram de centenas de milhares de emigrantes para tornarem a França numa das maiores economias mundiais estava-se bem, agora que a palavra crise incomoda e as soluções escasseiam, arranjam-se uns bodes expiatórios para encobrir a falta de inteligência de alguns líderes mundiais.