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domingo, 5 de julho de 2015

Ένα μάθημα δημοκρατίας


                          Começo este apontamento, reafirmando que esta lição de democracia, dos gregos ao resto da Europa, faz-me sentir triste. Isto porque, estando nós, numa situação similar, como é que nos deixamos representar na Europa, como autênticos "colaboracionistas" de uma politica vergonhosa, liderada pela chanceler alemã???



                       Um dia, este momento na história de Portugal, irá ser descrito como um dos mais difíceis que passámos em termos económicos e sociais. Mas se justiça for feita, em relação ao papel dos nossos governantes, este tempo será descrito como um dos períodos aonde, prestámos vassalagem aos que mais tarde foram condenados por atropelos selvagens aos mais básicos direitos civilizacionais dos cidadãos europeus. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Grécia versus Portugal

                  


     -Numa famosa rede social, tive à uns dias, um pé de conversa com um fervoroso adepto das políticas arregimentadas por a senhora Merkel nos últimos anos. Aqui transcrevo, a dita cuja. Dizia então o sr. X:


#Grécia#
- está em 2 resgates (não concluídos) desde há 5 anos pelos quais recebeu 240 mil milhões de euros 
-teve um perdão desta dívida de 107 mil milhões de euros (foi a maior reestruturação de dívida de um país de sempre)
- beneficia de prazos mais longos dos pagamento dos empréstimos comparando com Portugal
- beneficia de taxas de juro mais pequenas dos empréstimos comparando com Portugal
-tem uma dívida pública de 180%
-tem uma taxa de desemprego de 27%
- défice público de 12%
-as taxas de juro no mercado a 10 anos estão a +-10%

#Portugal#
- concluiu em 3 anos um só resgate pelo qual recebeu 78 mil milhões de euros e prescindiu da última parcela de 2 mil milhões de euros (saída limpa sem necessitar sequer de programa cautelar)
-tem uma dívida pública de 130%
-tem uma taxa de desemprego de 13.9% (metade da da Grécia) que vem descendo há 20 meses consecutivos
- défice público de 4%
-as taxas de juro no mercado a 10 anos estão a 2,4%
- financiou se recentemente no mercado pagando 4% por dívida a vencer a 30 anos (não acontecia há 9 anos e na altura pagou mais)
- vai pagar antecipadamente parte do empréstimo ao FMI porque já consegue financiar se no mercado a taxa de juro mais baixas que as taxas de juro que o FMI cobra (poupando assim centenas de milhões de euros)

Ficam as perguntas:
Grécia = Portugal?
A Grécia não consegue livrar-se da troika como Portugal conseguiu porquê?

Resposta pronta, da minha parte:

-Vou-lhe falar das incongruências, uma a uma para ver se me entende. 

-Em relação à Grécia, num plano que foi traçado pela senhora Merkel e seus pares à cerca de 8 anos, com Governos sucessivos do PASOK e Nova Democracia (este ultimo, muito parecido com aquilo que você idolatra em Portugal), e baseando-me nos resultados específicos que apresenta, têm que concluir comigo, que as reformas implementadas, já deveriam ter apresentado melhores resultados, não acha? -Chegados a este ponto, os gregos teriam de olhar por outros caminhos, na minha modesta opinião. 

-Quanto a Portugal, é outra história, não um conto de crianças. Começo pela manipulação da taxa de desemprego. O Conselho Europeu a determinada altura, começou a ver que teria de investir na criação de postos de trabalho e o que é que tirou da cartola? -Retirar pessoas inscritas nos centros de emprego e colocá-las a trabalhar em empresas com remunerações abaixo dos 200€(!!!!!), dando-lhes o nome de "estagiários"!? Eu tenho pessoas a trabalhar ao meu lado, a auferir essas importâncias. Já para não falar na épica fuga, como aconteceu nos anos 60,de pessoas que emigraram. Ninguém está interessado em estudar esse fenómeno e revelar números. Já para não falar dos desempregados de longa duração. Foi feita uma operação de cosmética nada mais. 
Temos uma divida pública de 130%, é verdade. Em comparação com a Grécia, somos os maiores, mas ela têm vindo a crescer ou a diminuir? 
Quanto as taxas de juro do mercado e das agências de rating, é curioso. Lembro-me de quando o Passos, chegou ao poder, nos primeiros tempos, falavam mal de todos estes instrumentos de saúde económica, como sendo manipuladores, inflacionistas, mentirosos,etc... agora são os maiores! -Conclusão, os mercados regem-se por interesses e lobbies e não por sinais efectivos da progressão das economias. 
Quanto ao pagamento desta tranche.. À custa de quê? - Fomos mais papistas que o papa, no que diz respeito às medidas impostas pela TROIKA. Carregámos de impostos, o povo português até ao limite e muitas vezes passando esse limite. Tribunal Constitucional é que nos foi valendo, porque senão...Privatizou-se à pressa e com muitos jogos de bastidores, receitas essas que valeram para minimizar o efeito das constantes quebras do poder de compra. Continuaram a fechar os olhos às fugas de capital e sobretudo a encher os bolsos às PPP.  
Tudo bem encoberto, porque estamos em ano de eleições e importa estudar uma forma de os portuguesinhos verem que eles até fizeram um bom trabalho. Só vai nessa cantiga, os que comem do mesmo tacho porque a maioria acho que aprendeu a lição!?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Novos caminhos.

                   -Entrámos em 2015 com a ameaça de um novo "vírus", pairando sob os europeus. Como algo que pode mudar o nosso destino comunitário. Quem o afirma, é a senhora que dita as regras e aponta as possíveis falhas dos Estados súbditos. O mal já foi identificado, têm origem na Grécia e dá pelo nome de Synaspismos Rizospatikis Anisterás, mais conhecido por Syriza.

                   Merkel já avisou ..."passamos bem, sem a Grécia na zona Euro, caso a Coligação de Esquerda vença as eleições de dia 25 e não queira assumir os compromissos de Samaras..." Acho que esta senhora de Hamburgo esqueceu-se com facilidade da divida que foi perdoada à Alemanha logo a seguir à 2ª Grande Guerra. Ainda por cima, a Grécia integrava a lista de nações que ajudaram financeiramente a Alemanha a reerguer-se. Agora no poleiro, dita as suas leis e não estando ainda contente com toda esta recessão que provocaram, com as suas receitas económicas, ainda se acham no direito de ameaçar a vontade do povo grego! -Um povo que continua a sofrer na pele, uma austeridade destruidora, uma taxa de desemprego que teima em não baixar e um PIB que caiu 25% nestes anos de submissão à Troika. Ninguém consegue ver uma luz ao fundo túnel  e a dívida é cada vez mais gigantesca e fora de controle.

                    Quando eu falo de um "vírus", é porque, Angela Merkel olha para a Espanha e assiste, impotente a uma força de grandeza similar, que é o partido de esquerda "Podemos". A Inglaterra vai assistir a um referendo, dentro em breve, para decidir do seu abandono ou não deste clube e o UKIP continua a avançar nas sondagens. Renzi, em Itália, já provou que não segue às cegas, as regras ditatoriais da Alemanha, como por exemplo, o vergonhoso auto apelidado "socialista" francês François Hollande. Portanto, todas estas razões, são motivos suficientes para tirarem o sono a esta senhora.

                    A Grécia poderá mostrar uma nova alternativa, para toda a Europa, assim Alexis Tsipras não ceda, a todas estas pressões. Existem mais soluções, a renegociação ou o perdão da maior parte da dívida, não são o fim do  mundo. Ostracizar estes partidos que apresentam novos caminhos, não é boa ideia.