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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Rostos, apenas rostos

                -Rostos e mais rostos...
                       -Comentários de peritos na matéria, à noite na televisão...tentam teorizar sobre o absurdo. Sobre o inexplicável.
            -Crianças com ar incrédulo e assustadas. Ontem, estavam a preparar a próxima lição, talvez numa escola a quilômetros de distância das suas casas, mas tinham uma rotina. Agora, só escutam o borbulhar das ondas e de não terem espaço, nem para pensarem. Quando levantam a cabeça, só observam as estrelas ou as faces assustadas dos pais. Muitos não percebem, porque deixaram os mais velhos para trás e principalmente, as suas casas. Refúgios aonde sentiam que nenhuma bala, os poderia atingir!
              Lembro-me agora, daquele filme de Roberto Benigni, "A vida é bela". Talvez alguns pais tenham tido a sensatez, de descrever esta odisseia, como fazendo parte de um jogo. Quem conseguisse passar este mar, num barco carregado de gente e sem comer, ganhava o desafio proposto. Seriam os heróis!
               O pior é que muitos deles, faltaram-lhes as forças a meio. Outros, quando chegaram ao outro lado, não foram levados em ombros, nem tinham um pódio para os glorificar. Nalguns casos tinham arame farpado pela frente, obstáculos de todas as formas e feitios e a promessa de serem obrigados a voltar à casa de partida!!!
                 A Europa perante uma crise de identidade enorme, não está preparada para receber todo este desespero que atravessa o Mediterrâneo. Está na hora da ONU ajudar a resolver esta questão. Caso contrário, este genocídio terá proporções gigantescas e irá ter um efeito de bola de neve, sobre as consciências de todos os acomodados.
             

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A paz no mundo não é da nossa conta

                -Morrissey sempre foi para mim uma referência musical muito importante. Peguei num tema da sua autoria, lançado à pouco tempo para discorrermos um pouco sobre o que se vai passando à nossa volta, fora de portas. As imagens que nos vão chegando através dos mais variados canais, contam-nos dos horrores que muita gente sofre com as "jogadas" abjectas dos políticos mundiais neste seu "tabuleiro" à escala planetária. A profusão de situações incompreensíveis  e chocantes é de tal forma gigantesca, que nos começamos a tornar insensíveis às imagens. Tal como o autor da música diz, nós apenas somos uns pequenos tolos, que vamos vivendo as nossas vidinhas e votando sempre na altura certa, para eleger os do costume.

             -A guerra fria foi lá para trás, agora estamos na época da guerra do faz de conta. As potências mundiais fazem de conta que se importam com o sangue derramado nestes conflitos. A ONU faz de conta que têm um Conselho de Segurança que determina o ocaso destas guerras. O Tribunal de Haia julga-se capaz de colocar no banco dos réus, todos os assassinos que continuam a perpetuar estes massacres. A Comunidade Europeia, coitada, nem finge ser nada, porque se reduz  à sua insignificância. Não têm qualquer voz activa. Não vale a pena estarmos a culpar uns em detrimento de outros porque na minha opinião, é tudo farinha do mesmo saco. Políticos que se limitam a fazer o que lhes mandam fazer, porque nas sombras do Grande Poder, existe um Poder ainda maior. Tudo se passa nos bastidores, e estas barbáries são decididas, em função de mil e um interesses, basta tomarmos como exemplos mais fulcrais, o que se passa neste momento na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
Obama não mexe um dedo para deter Israel, no massacre de palestinianos.Precisam de morrer cem palestinianos, por cada israelita abatido em combate. Sabemos todos a razão desse facto, pelo menos deveríamos saber. Os judeus com os seus fortes lobbies, controlam e sempre controlaram o poder nos Estados Unidos (e não só). Os grandes grupos económicos é que controlam os Governos, ninguém têm duvidas disso, mas o mais triste é que, nós os tolos, continuamos a pensar que existe os bons e os maus, como nos filmes. Por outro lado, temos aquele, que eu já considero, um dos maiores ditadores da história contemporânea. O antigo agente do KGB, continua a sentir os fantasmas da Guerra Fria, desestabiliza tudo à sua volta, tal é a sua sede de protagonismo. Depois da queda de um avião e de transformar, parte da Ucrânia numa zona de conflito armado, ao ponto de não deixarem os corpos das vitimas serem repatriados para junto das suas famílias, o que mais falta, para provar que o senhor Putin deveria  estar na barra do Tribunal de Haia? -Falta o mais importante, coragem para desequilibrar esta balança do poder geoestratégico, ou ainda, provar a mais que evidente ajuda deste senhor, a estes mercenários que tentam desmembrar um País soberano. Ninguém fica bem nestas chacinas e no entanto, tal como diz a música, estes assuntos não são da nossa conta!