Mostrar mensagens com a etiqueta segurança social.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta segurança social.. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 3 de março de 2015
Príncipe imperfeito
Esta notícia da dívida do Passos Coelho à Segurança Social, até poderia ser notícia, se realmente estivéssemos num País à séria. Neste caso, não passa de uma forma de vender papel e angariar audiências. Não passa de uma forma, da oposição carregar sobre o primeiro-ministro, sem qualquer resultado visível.
Apesar de eu saber, que existem mil e um argumentos, que a oposição poderia pegar, para demonstrar que este senhor, tornou Portugal, um lugar muito mais difícil, para se ter uma vida decente. Ao longo de quatro anos, aconteceram pontualmente, estes episódios que provam que o senhor, não é de confiança. Mas, invariavelmente, tudo caiu em saco roto. Não existem consequências, porque somos mansinhos.
Aconteceu comigo, um episódio de uma possível dívida à Segurança Social, à cerca de 3 anos. O montante, rondava os 700€ e reportava a 2002. Quase, 10 anos depois, começaram por me penhorar, parte do meu ordenado, sem sequer me darem a conhecer a origem do assunto. Fui penalizado sem aviso.
Apesar de já estar prescrita e depois de perder muitas horas em filas infindáveis, depois de ultrapassar muitos obstáculos, provei que afinal, tudo não passava de um erro,dos serviços centrais. Só fui ressarcido ao fim de 14 meses, sem um único pedido de desculpa e sem qualquer juro de mora!!!!
Não é segredo para ninguém que a justiça fiscal, têm dois pesos e duas medidas. As leis não são cumpridas de igual forma, mas um primeiro ministro, não deveria ser um exemplo para demonstrarmos isso mesmo. Ninguém é perfeito, mas alguns imperfeitos, pagam caro pelas suas distracçõ!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Um dia lá chegaremos...
Um dia, lá chegaremos...
-Vai-se já embora? - perguntou o velho que também já se levantara. - É seguramente a minha conversa que o afasta. Lamento imenso.Tinha ainda muitas coisas para lhe dizer. O senhor é da Misericórdia ou da Junta de Freguesia, não é?
-Não, já lhe disse duas vezes que sou da Segurança Social. - disse o técnico especializado, que já estava com uma dor de cabeça com o esforço que fizera para o escutar.
Apesar desta confirmação, o velho recapitulou mais uma vez o que dissera.
O técnico num movimento resoluto colocou a mão no casaco, sem chegar a decidir-se a enfiar no bolso. Uma forma de lhe demonstrar, que chegou a hora de se ir embora. O ar livre estava ali mesmo a dois passos e ansiava virar as costas.
- O senhor compreendeu o fundo do problema - disse o velho rapidamente.
- Sem dúvida que sim, mas o senhor recusa-se a tomar uma decisão respeitante às minhas propostas.
Entre as vantagens e os inconvenientes, existe uma diferença colossal. Eu não o quero pressionar, mas neste caso, também não se deve perder muito tempo. Voltarei em breve - disse o técnico e, subitamente resolvido, estendeu a mão ao velho, de seguida precipitou-se para a porta.
-Deverá cumprir a sua palavra - disse o velho que não o acompanhara -, de outro modo esta visita não teria qualquer sentido.
- Tenho muitos casos neste bairro, irá levar o seu tempo, mas tenho a certeza de que continuar à espera do seu sobrinho, não será a melhor solução para si! - respondeu secamente o técnico, já com os raios de sol a ofuscar-lhe os olhos e ao mesmo tempo pensou que quase esquecera, estava um belo dia!
O velho ainda de costas, baixou a guarda e num tom de completa resignação, lançou para o ar um último desabafo.
- Um dia também lá chegarás...- e uma lágrima recorrente, correu-lhe pela face.
- Peço desculpa, não percebi? - disse o técnico, mais uma vez aproximando-se da sombra e um pouco confuso.
- Deixe lá... Boa tarde...com sua licença. - Bateu a porta e acto contínuo, sentou-se mais uma vez naquele sofá coçado. Levantou o olhar pesaroso, admirou mais uma vez as "testemunhas" naquela parede, transformadas em fotografias de outras épocas. Parece que foi ontem, mas todos partiram. Todos, raios me partam!!
-Vai-se já embora? - perguntou o velho que também já se levantara. - É seguramente a minha conversa que o afasta. Lamento imenso.Tinha ainda muitas coisas para lhe dizer. O senhor é da Misericórdia ou da Junta de Freguesia, não é?
-Não, já lhe disse duas vezes que sou da Segurança Social. - disse o técnico especializado, que já estava com uma dor de cabeça com o esforço que fizera para o escutar.
Apesar desta confirmação, o velho recapitulou mais uma vez o que dissera.
O técnico num movimento resoluto colocou a mão no casaco, sem chegar a decidir-se a enfiar no bolso. Uma forma de lhe demonstrar, que chegou a hora de se ir embora. O ar livre estava ali mesmo a dois passos e ansiava virar as costas.
- O senhor compreendeu o fundo do problema - disse o velho rapidamente.
- Sem dúvida que sim, mas o senhor recusa-se a tomar uma decisão respeitante às minhas propostas.
Entre as vantagens e os inconvenientes, existe uma diferença colossal. Eu não o quero pressionar, mas neste caso, também não se deve perder muito tempo. Voltarei em breve - disse o técnico e, subitamente resolvido, estendeu a mão ao velho, de seguida precipitou-se para a porta.
-Deverá cumprir a sua palavra - disse o velho que não o acompanhara -, de outro modo esta visita não teria qualquer sentido.
- Tenho muitos casos neste bairro, irá levar o seu tempo, mas tenho a certeza de que continuar à espera do seu sobrinho, não será a melhor solução para si! - respondeu secamente o técnico, já com os raios de sol a ofuscar-lhe os olhos e ao mesmo tempo pensou que quase esquecera, estava um belo dia!
O velho ainda de costas, baixou a guarda e num tom de completa resignação, lançou para o ar um último desabafo.
- Um dia também lá chegarás...- e uma lágrima recorrente, correu-lhe pela face.
- Peço desculpa, não percebi? - disse o técnico, mais uma vez aproximando-se da sombra e um pouco confuso.
- Deixe lá... Boa tarde...com sua licença. - Bateu a porta e acto contínuo, sentou-se mais uma vez naquele sofá coçado. Levantou o olhar pesaroso, admirou mais uma vez as "testemunhas" naquela parede, transformadas em fotografias de outras épocas. Parece que foi ontem, mas todos partiram. Todos, raios me partam!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)


