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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A paz no mundo não é da nossa conta

                -Morrissey sempre foi para mim uma referência musical muito importante. Peguei num tema da sua autoria, lançado à pouco tempo para discorrermos um pouco sobre o que se vai passando à nossa volta, fora de portas. As imagens que nos vão chegando através dos mais variados canais, contam-nos dos horrores que muita gente sofre com as "jogadas" abjectas dos políticos mundiais neste seu "tabuleiro" à escala planetária. A profusão de situações incompreensíveis  e chocantes é de tal forma gigantesca, que nos começamos a tornar insensíveis às imagens. Tal como o autor da música diz, nós apenas somos uns pequenos tolos, que vamos vivendo as nossas vidinhas e votando sempre na altura certa, para eleger os do costume.

             -A guerra fria foi lá para trás, agora estamos na época da guerra do faz de conta. As potências mundiais fazem de conta que se importam com o sangue derramado nestes conflitos. A ONU faz de conta que têm um Conselho de Segurança que determina o ocaso destas guerras. O Tribunal de Haia julga-se capaz de colocar no banco dos réus, todos os assassinos que continuam a perpetuar estes massacres. A Comunidade Europeia, coitada, nem finge ser nada, porque se reduz  à sua insignificância. Não têm qualquer voz activa. Não vale a pena estarmos a culpar uns em detrimento de outros porque na minha opinião, é tudo farinha do mesmo saco. Políticos que se limitam a fazer o que lhes mandam fazer, porque nas sombras do Grande Poder, existe um Poder ainda maior. Tudo se passa nos bastidores, e estas barbáries são decididas, em função de mil e um interesses, basta tomarmos como exemplos mais fulcrais, o que se passa neste momento na Ucrânia e na Faixa de Gaza.
Obama não mexe um dedo para deter Israel, no massacre de palestinianos.Precisam de morrer cem palestinianos, por cada israelita abatido em combate. Sabemos todos a razão desse facto, pelo menos deveríamos saber. Os judeus com os seus fortes lobbies, controlam e sempre controlaram o poder nos Estados Unidos (e não só). Os grandes grupos económicos é que controlam os Governos, ninguém têm duvidas disso, mas o mais triste é que, nós os tolos, continuamos a pensar que existe os bons e os maus, como nos filmes. Por outro lado, temos aquele, que eu já considero, um dos maiores ditadores da história contemporânea. O antigo agente do KGB, continua a sentir os fantasmas da Guerra Fria, desestabiliza tudo à sua volta, tal é a sua sede de protagonismo. Depois da queda de um avião e de transformar, parte da Ucrânia numa zona de conflito armado, ao ponto de não deixarem os corpos das vitimas serem repatriados para junto das suas famílias, o que mais falta, para provar que o senhor Putin deveria  estar na barra do Tribunal de Haia? -Falta o mais importante, coragem para desequilibrar esta balança do poder geoestratégico, ou ainda, provar a mais que evidente ajuda deste senhor, a estes mercenários que tentam desmembrar um País soberano. Ninguém fica bem nestas chacinas e no entanto, tal como diz a música, estes assuntos não são da nossa conta!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O prometido é de...vidro!

Nos livros de Goscinny, o Obélix diria, "...estes romanos são loucos!", eu afirmaria o mesmo, dos americanos hoje em dia. Para o comum dos europeus, muita coisa que se passa do lado de lá do Atlântico é difícil de entender, nem para quem já lá esteve e têm uma ideia do seu modus vivendi. O que acaba de acontecer com a recusa em aprovar uma legislação, muito "soft", em relação à restrição do acesso, à aquisição de armamento, é absolutamente escandaloso!!!

Isto são jogadas políticas entre os que se sentam no Senado e os "lobbies" que estão por trás deles e financiam as suas campanhas. A política no seu pior!-Acontece com as armas, acontece com o petróleo, com a produção de alimentos transgénicos e mais importante de tudo a influência nefasta dos poderosos 3% de judeus americanos, que metem o nariz em todos os corredores da Casa Branca.

Logo após o massacre daquelas crianças em Sandy Hook, na pacata Newtown em Connecticut, Obama prometeu, fazer algo para parar esta loucura, que já ceifou a vida de milhares de inocentes. A  legislação que foi a votação no Senado, até era bastante tolerante com a facilidade com que se continuaria a adquirir armas. Os candidatos à obtenção de uma arma, apenas teriam de provar que não tinham antecedentes criminais para efectuar essa compra!!! Uma premissa bastante básica! Mesmo assim, foi chumbada e com votos (pasmem-se meus senhores), além dos habituais republicanos, também de alguns democratas!

Portanto na terra da democracia e das oportunidades, existem estas aberrações que acabam por nos fazer pensar, que a interpretação da segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos sufragada pelo "lobby" do armamento, será sempre um obstáculo a uma legislação que faça parar o assassínio de muitos milhares de cidadãos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

The Charles River

Quando chega a altura das eleições nos Estados Unidos, lembro-me sempre dos anos que passei em Boston. Tive a sorte suprema de quando cheguei aquela parte do mundo, uma conjugação de factores, abriram-me muitas portas. Primeiro, e a mais importante, a família que me recebeu de braços abertos e proporcionou-me uma adaptação suave e calma. Um emprego à minha espera, e quando refiro este pormenor, estou-me a lembrar dos muitos portugueses que ultimamente têm rumado a outras paragens, sem terem uma perspectiva do que irão encontrar, e muitas vezes têm de regressar, porque entre as promessas e a realidade, a diferença, muitas vezes é colossal e intransponivel. Uma das cidades mais eclécticas que poderia encontrar a nível mundial, dado que vêm desaguar a estas paragens, as comunidades mais díspares, á procura de construir os seus sonhos. A razão principal passa por esta cidade acolher duas universidades como Harvard e o MIT, a conjugação destes factores só por si, poderiam propiciar aquele ambiente descomplexado e a coexistência harmoniosa do respeito pelas pessoas diferentes.

Deixei para ultimo, um dos factores que mais importância teve na minha prolongada estadia naquele País. Quando ali cheguei no inicio dos anos 90, era Clinton o inquilino da Casa Branca e garanto-vos que se fosse um republicano a minha vida teria outro rumo, de certeza absoluta. Senão vejamos, no que diz respeito à politica seguida por o último republicano que habitou a cadeira do poder e falando concretamente na emigração, foi um autêntico desastre. Aliás, ainda estou para descobrir qual foi a área governamental aonde esse senhor tenha feito algo de positivo? -Tentou colmatar as suas deficiências naturais com decisões difíceis de definir, sem chegarmos ao insulto puro e duro. Após o 11 de Setembro, penso que muita gente inocente foi tragada por decisões indiscriminadas, gente que pertencia a comunidades  que na sua génese, ajudaram também a construir este País. A vontade indómita de dificultar a vida dos emigrantes roçou a xenofobia, principalmente os que tinham origem árabe. Ainda passou pouco tempo, portanto, depois de 8 anos de gafes atrás de gafes, seria imperdoável, os americanos darem oportunidade novamente a um republicano de se sentar naquela cadeira. Eu sei que Romney não é Bush, mas as suas ideias parecem ser similares, é melhor não arriscar!!!

Como estamos em noite de eleições e concluindo o meu raciocínio. Prevejo e desejo uma grande vitória de Obama, (apesar de me ter desapontado nalgumas reformas prometidas e não concretizadas neste primeiro mandato) e que neste segundo mandato seja mais fiel às suas ideias originais. Quanto a Boston, estará sempre no meu coração e um dia, eu sei que irei voltar às margens do Charles River e nunca perder o meu direito a sonhar.




quarta-feira, 9 de junho de 2010

Judiarias!


Ainda à pouco tempo, li uma entrevista de Mourinho à revista "Sábado" aonde ele afirmava, respondendo a uma pergunta, se era verdade que algum dia tivesse sido convidado, tal como aconteceu com o Figo, a apoiar Sócrates nas ultimas legislativas?- Ele respondeu, que só uma pessoa que não o conhececesse poderia colocar essa hipótese, sempre detestou a política e os políticos, deles só quer distância!- Fiz esta introdução porque cada vez mais sou da opinião do Mourinho. Não existem motivos para termos esperança e quando aparece alguém com um discurso diferente como Obama , logo que chegam ao poder tornam-se iguais a todos os outros. O líder americano ao longo deste mandato começou por dar uma imagem de intransigência em função dos desvarios do seu antecessor, corrigindo aqui e ali, enfrentando o Senado com alguma coragem. Aprovou o seu plano de Saúde,(com muita dificuldade) a economia começou a dar sinais de recuperação, o dólar recomeçou a ganhar força face ao Euro. Mas a sua pedra no sapato, continua ser a ocupação no Iraque e no Afeganistão, além de não diminuir os contingentes, ainda aumentou o numero de tropas enviadas para estes conflitos. Decepcionou-me completamente, após as suas recentes declarações sobre o caso dos navios de ajuda humanitária a caminho da Faixa de Gaza. O seu representante no Conselho de Segurança vetou uma resolução que permitia que uma comissão de inquérito imparcial conseguisse apurar a verdade dos factos e agisse em conformidade. Esta tamanha hipocrisia de Obama faz-me acreditar que apesar das suas intenções, o lobby poderoso dos judeus nos States falou mais alto. Não aguentou a pressão e decidiu passar ao lado. Que saudades de políticos (num passado recente) como Nelson Mandela.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Esperança

Hoje pelas 17 horas em Portugal, tivemos oportunidade de assistir á investidura do homem que irá ocupar nos próximos tempos a cadeira presidencial na Casa Branca, B. H. Obama.
No momento em que Bush apanhou aquele helicóptero em direção ao Texas, o Mundo respirou de alivio e colocou os olhos no novo inquilino.
Muitos portugueses sonharam nesse momento com a possivel imagem ainda este ano após as eleições legislativas do engenheirinho a despedir-se de S.Bento em direção ás Beiras, o pior seria depois imaginarmos quem seria a pessoa que teria oportunidade de ocupar o cargo de primeiro ministro?- Não estou a ver ninguem que me entusiasme particularmente.
E agora coloca-se a questão curiosa, interessante e perspicaz, e o cão de água português que protagonismo irá ter nos próximos 4 anos junto ao Presidente da maior potência mundial?
Vejamos desde já as suas caracteristicas . Leais, meigos e de extrema obediência. Muito amigo de crianças e naturalmente dependentes de um bom mergulho. Este futuro inquilino tem tudo para nos deixar bem vistos por aquelas bandas. Vamos desejar-lhe boa sorte a ele e ao dono, para bem de todos nós.