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sábado, 27 de setembro de 2014

Melancoólico!

Coloquei aqui uma foto, de uma manifestação anti-Barroso, muito concorrida, no centro de Lisboa, à muitos anos atrás, porque acredito que os portuguesinhos, já se esqueceram das tristes figuras deste senhor. Lembram-se da famosa cimeira nos Açores, com os nefastos Bush, Berlusconi, Blair e Barroso, manietando a imprensa internacional com uma pretensa diabolização dos actos de Sadam Hussein? - Pois, este mesmo senhor prepara-se para reaparecer na cena política doméstica, porque o tacho em Bruxelas, terminou. Não creio que tenha coragem, para candidatar-se à Presidência (pelo menos para já), mas andará por aí, preparando terreno, para novo protagonismo. 
Eu não guardo rancores, por ele ter deixado a cadeira de S. Bento a um inenarrável Pedro Santana Lopes, apenas recordo que a sua pouca vergonha e a  falta de memória dos portuguesinhos, tudo conjugado, acaba por ter um resultado idêntico, ao que se passou com a subida ao poder, do pior presidente da Republica, pós 25 de Abril, de seu nome, Aníbal Cavaco Silva. Fez o que fez como primeiro ministro e depois surgiu do nada, muito revigorado.Existem pessoas especializadas, que se dedicam a este fenómeno, tratar de "maquilhar" a imagem, neste caso de um político, que teve de sair pelas portas dos fundos, discretamente.
Os políticos têm esta capacidade, de conseguirem estar na sombra dos holofotes, o tempo suficiente para que a memória comum tenha um ataque de amnésia e aí, aparecem eles, cheios de pujança, com a mesma força de vontade, para nos" lixar" novamente. 
Aqui fica, o meu modesto alerta, para o ressurgimento do "cherne". Ele têm sede de protagonismo e se não  conseguir pendurar-se nalguma ONG esquisita (tal como Passos Coelho encheu os bolsos, à uns anitos atrás) , tratará de fazer algum ruído de fundo para se sentir notado. Cuidado, portuguesinhos!!!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cavacolândia.

Um dia, tenho esperança que se estude nas nossas escolas, o que realmente fez o Sr.Silva por o nosso Pais!!!

Desde que chegou a primeiro-ministro em Novembro de 1985, até ao presente, este senhor só esteve afastado do poder durante 10 anos. Estamos a falar, de quase 30 anos na nossa história democrática. Valerá a pena recordar que aquilo que "plantou" nos primeiros anos da sua carreira como dono da cadeira de S.Bento, estamos agora a colher os frutos. Relembro as quantias astronómicas vindas da Comunidade Europeia para desenvolvimento das nossas débeis infraestruturas. As várias negociatas que se aprontaram,  com a sua total conivência, beneficiando sempre os seus "yuppies", colocando-os em locais estratégicos, para dominarem a seu belo prazer, o sector empresarial do Estado, tiveram como resultado, os maiores crimes de colarinho branco jamais vistos neste País.  Imperando sempre a estratégia de enterrar o nosso sector primário, conseguiu ao mesmo tempo, a proeza de arranjar um tapete de alcatrão do interior para o litoral, em todas as direcções, incentivando as populações rurais a não terem alternativas e assim fugirem em direcção ao "El Dorado". As cidades à beira mar plantadas, cheias de subsídios para esbanjar, aonde tudo era fácil.

Beneficiou muito das asneiradas que a esquerda precipitadamente aprontou, nos anos a seguir à Revolução, beneficiou ainda da imagem de Sá Carneiro e da forma como o acidente de Camarate foi interpretado pelo povo português.Quando chegou ao poder, tinha as "costas quentes", porque os apelidados "Donos de Portugal", estavam de regresso, com vontade de voltar a controlar o "pedaço" e traziam os bolsos cheios de dinheiro para investir.Um economista de Boliqueime, que se apresentava ao eleitorado com intenção de gerir bem as nossas contas, uma pessoa moderada, ligada ao centro direita, foi a pessoa indicada para traduzir na prática, todas as ideias destes senhores do "outrora", agora de regresso.

O crescimento económico que se verificou, na maior parte do tempo, nas suas duas legislaturas e que levou a que conseguisse duas maiorias absolutas, não foram mais do que o puro benefício do dinheiro vindo de Bruxelas. Alguns dos seus colaboradores, dessa altura, são hoje suspeitos de ilegalidades cometidas após a sua passagem pelos Governos do Sr. Silva, aproveitando-se claro está, dos contactos sempre proveitosos.

Este percurso, que teve um interregno de 10 anos, foi o suficiente para o povo português, esquecer o Sr. Silva e voltar a votar nele. Não uma, mas duas vezes!!! -Agora, que o homem têm o índice de popularidade mais baixo de sempre, ( inclusive quando sai à rua, previne-se sempre com os ambientes que vai encontrar) penso ser a altura certa, para lhe demonstrar que esta primeira experiência, de colocar Belém e S.Bento com gentes do PSD, está a ser péssimo para a maioria dos portuguesinhos.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um buzinão às presidenciais.


























Aproxima-se um fim de semana especial. Especial porque esta data vai marcar, sem sombra de dúvida, as eleições para a Presidência da Republica, aonde se irá registar a maior percentagem de votos em branco e abstenção desde o 25 de Abril!
Portanto, está na altura de revermos quais as hipóteses que nos dão para não votar em branco ou de não descalçarmos sequer os chinelos e ficarmos no quentinho, já que se prevê também um fim de semana gélido. Vejamos:
-Temos um electricista comunista que até à campanha eleitoral nunca ninguém ouviu falar, e que irá regressar ao anonimato logo a seguir ao dia 23 de Janeiro. Um senhor que veio da Madeira que só faz figuras tristes e que agora se convenceu que o Palácio de Belém deve ter mais umas assoalhadas que o outro Palácio Rosa do Funchal e candidata-se a ficar talvez com uma arrecadação algures na Ponta do Sol. Depois, temos um candidato do PS que não sendo a escolha do engenheirinho, é só para atrapalhar o outro candidato oficial do Largo do Rato. Até parece que isto aqui têm mãozinha do Soares, ressabiado com alguém que disputou com ele as últimas eleições. Um médico ex apoiante da restauração da monarquia , que agora de repente decidiu lutar contra "moinhos", um D.Quixote pouco convincente que aliás têm uma retórica um pouco naif para estas andanças. Um Alegre que se submeteu ao silêncio em determinada altura para assim obter o apoio do seu partido, uma atitude muito pouco inteligente, dado que desta vez irá obter ainda menos votos do que na anterior tentativa, apesar do incompreensível apoio do BE. Em relação ao Cavaco candidato, apenas deixo um pequeno artigo de opinião que escrevi em Fevereiro de 1995 na "Grande Reportagem" com o título "Eu, emigrante". Estava na altura nos EUA e o Primeiro Ministro Cavaco Silva foi lá para declarar que as percentagens das remessas de dinheiro enviadas para Portugal eram cada vez menores. Mesmo de lá ouviu-se um buzinão e o Miguel Sousa Tavares, director desta excelente revista, teve a amabilidade de colocar este meu desabafo nas suas páginas.
Portanto meus amigos, com todas estas possibilidades, estou mesmo a ver o que vai acontecer!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Asfixia ou incompetência?

Cavaco Silva, senão me falha a memória, demorou apenas algumas horas a reagir ao assunto (importantíssimo?) do estatuto dos Açores, interrompendo inclusive as suas férias. Desta vez com o caso (inventado?) das escutas, demorou cerca de um mês e meio a falar sobre esta matéria. Ou eu ainda não percebi o que se passa ou a lista de prioridades do Sr.Presidente está um pouco atrofiada!
Durante este tempo todo, especulou-se, serviu de arma de arremesso entre os vários partidos concorrentes à Assembleia da Republica, foi assunto prioritário entre os editoriais de dois dos mais importantes jornais da imprensa escrita, fomentou debates na televisão e na rádio, agudizou ainda mais a tensão entre Belém e S.Bento, foi motivo de uma dispensa ainda por explicar por parte de Cavaco a um dos seus colaboradores mais antigos, etc...enfim isto tudo para que ontem tivéssemos de ouvir uma comunicação que ainda ninguém conseguiu esmiuçar.
Penso que a conjugação deste primeiro ministro com este presidente faz-me lembrar aquela expressão popular, assim não se estraga duas casas, estão muito bem um para o outro, toleram-se e só lá estão porque os portuguesinhos assim o decidiram e cada povo (tal como já afirmei várias vezes neste blog) só têm aquilo que merece!
Não acredito na história de que tudo isto serviu para desviar a atenção dos portugueses numa altura de eleições, para não se falar de assuntos importantes e dignos de uma campanha eleitoral, acredito mais na forte possibilidade de que as escutas foram uma forma de "asfixiar" os nossos neurónios durante uns tempos e conseguiram-no!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Figura de Estilo


Cavaco Silva admite acompanhar com pormenor todos os casos judiciais de relevo. Afirma também, que a sua confiança no sistema judicial português é total. Não se pronuncia sobre os últimos episódios de eventuais pressões aos magistrados que tomaram conta do caso "Freeport". O Presidente da Republica só se preocupa com os atropelos à Democracia portuguesa protagonizados com aquele diploma dos Açores. O tal, que o levou a fazer uma comunicação ao País em pleno mês de férias. A preocupação do Presidente normalmente têm a ver com questões relacionadas com os Açores. A limitação dos seus poderes naquela região do País faz-lhe uma azia dos diabos. Frequentemente a comunicação social portuguesa "inventa" uns casos e depois "incendeia" a opinião pública, Braga Parques, Casa Pia, Universidade Independente, Universidade Moderna, Freeport, BPN, Isaltino Morais, Avelino Torres, Valentim Loureiro, Apito Dourado, Felgueiras, etc... são alguns exemplos que têm vindo ao de cimo. Geralmente Cavaco Silva responde sempre da mesma forma aos jornalistas "...compreendam que não posso comentar essa questão...", ou seja representa na sociedade portuguesa uma figura de estilo, uma realidade "virtual", um poder destituído de qualquer opinião ou acção, o representante que apenas recebe e credita novos elementos do Corpo Diplomático, testemunha (só!?)e dá posse a novos membros do Governo, faz visitas e "corta a fita" em inúmeras ocasiões por esse País fora, enfim nada que justifique o nosso interesse numas próximas eleições presidenciais. Aquela cadeira em Belém mereceria alguém que reclamasse outro tipo de actividade, mais interventiva, mais reguladora, mais dinamizadora, nem que para isso se tenha de mexer na Constituição Portuguesa.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um flop Presidencial


O Presidente estava de férias e de repente lembrou-se entre dois mergulhos no seu ALLgarve. E se eu fizesse uma comunicação ao País acerca do estatuto dos Açores?
Será que os portugueses entenderiam o valor intrinseco de uma matéria deveras grave para as minhas próprias competências?
Se calhar irei fazer uma comunicação curta mas incisiva . Irei enunciar as alìneas inconstitucionais de uma forma clara e transparente. Afinal de contas, não me dirijo assim tantas vezes, terei que demonstrar a gravidade da situação.
Sou capaz até de aproveitar para fazer a comunicação num horário nobre. O inicio dos Telejornais, para o impacto ser maior,mas sem querer de forma alguma melindrar o Governo.
E assim foi. O sr. Presidente lança o suspense. Não dá pistas. O País pensa que vêm aí o final da "noite nupcias"entre o Cavaco e o sr. Engenheirinho. Algo bombástico, um abanar de consciencias, um murro em cima da mesa, o acordar da letargia e mais importante que tudo, uma tomada de posição do representante máximo do nosso País em relação á falta de confiança dos portuguesinhos em si mesmos.
Sempre ouvimos o mesmo da boca do inquilino de Belém. Não comento. Não posso dar a minha opinião. Não posso interferir. As minhas competencias não o permitem, etc..
Desta vez é que era. Os portugueses ás oito horas lá estavam em frente aos televisores. Expectantes, ansiosos, optimistas quanto ao discurso.
De repente, o sr. Presidente começa a falar. Oito minutos mais tarde...O QUÊ?????
Um FLOP... e depois o vazio.