quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Esperança adiada.

Logo agora que precisávamos de uma esquerda credível, forte e com ideias para ultrapassar esta crise sem passarmos pelo jugo franco-alemão, temos uma esquerda estagnada no tempo, desacreditada e incapaz.


Passo a explicar. O PC continua condicionado aos seus ideiais ultrapassados, principalmente quando vêm apoiar regimes como os da Coreia do Norte ou da China. Não consegue realizar a sua "perestroika", o seu dogmatismo é muitas vezes intransigente. Um emaranhado de conceitos, muitas vezes incongruentes. Declara-se a favor da luta dos direitos adquiridos pelos trabalhadores, deflagra essa bandeira na Assembleia em todas as ocasiões, mas paradoxalmente, revê-se na escravidão perpetuada por regimes inqualificáveis no ponto de vista humanitário.

O BE teve o seu canto do cisne quando obteve 16 lugares na Assembleia em 2009, após esse feito decidiu apoiar Manuel Alegre nas últimas Presidenciais e foi com base nessa decisão que tudo se desmoronou. O candidato em questão conseguiu colar-se o mais possível à esquerda do PS e piscou o olho, na clara tentativa de encantar os bloquistas , que caíram na "armadilha". Depois, foi só seduzir os próprios socialistas, apoiando Sócrates nas eleições legislativas. Traiu tudo e todos e o resultado foi aquele que se viu. Francisco Louçã sentiu-se encurralado, mas apesar de ser avisado, não quis recuar num apoio programado. Descredibilizou o partido e internamente tudo ficou fraccionado. Espelho desse facto, o resultado das ultimas legislativas. O Bloco de Esquerda está a definhar caso não faça uma "lavagem" a nível da própria liderança e respectiva estrutura.

Por ultimo, o PS é um caso anedótico. Não o podemos considerar de esquerda, devido à sua trajectória recente. Com a saída de Sócrates e a entrada de Seguro, esperava-se um recrudescer de ideias mais à esquerda, uma maior abertura ao pluralismo do partido, mas este ex-jotinha inicia a sua oposição ao Governo, com uma "abstenção violenta" ao Orçamento do Estado, uma medida hilariante num assunto crucial para o nosso futuro. Não sei o que estará António Costa à espera, mas o PS precisa urgentemente de uma tomada de posição em breve, da sua parte.


Com todo este panorama, aos portuguesinhos resta-lhes continuarem a ouvir este outro ex-jotinha afirmar algo como, deixarmos de ser piegas ou ainda para abandonarmos a nossa zona de conforto e rumarmos a outras paragens. Se calhar é mesmo a única solução!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sebastião Salgado

Após os acordos de paz, o regresso (1994)

Travessia do desaparecido lago de Faguibin (1985)

Camponeses na cidade (1995)

Na região de Tambuctu (1985)

Attilio. Equador (1982)

Sebastião Salgado sempre pautou a sua extensa obra por uma preocupação constante com os mais desfavorecidos . Este brasileiro de Minas, nasceu em 1944, começou por tirar um curso de Economia , mas por influência da mulher, a máquina fotográfica passa a ser o seu objecto de culto.

Em 1974, começa trabalhar na Sygma, para a qual fez a cobertura das lutas de libertação de Angola e Moçambique. No 25 de Abril, estava de armas e bagagens em Lisboa e registou os primeiros passos da Revolução dos Cravos. Mais tarde, passa pela Gama aonde ficou até 1979. Nesse mesmo ano, ingressa na prestigiada Magnum, aonde realizou um trabalho que o notabilizou. Durante o projecto, que o incumbiram de realizar sobre os primeiros 100 dias de Governo de Ronald Reagan , foram dele as únicas fotos do atentado perpetrado por John Hinckley, contra o então Presidente dos Estados Unidos , a 30 de Março de 1981 em Whashington. A venda dessas fotos, garantiram-lhe o financiamento de vários projectos posteriores. Entre eles, destaco "Outras Américas" em 1986, sobre os pobres da América Latina ou o "O Homem em Pânico", no qual vagueou pelo Norte de África, durante 15 meses, acompanhando uma delegação dos "Médicos sem Fronteiras". Entre 1993 e 99, os seus registos incidem sobre o fenómeno global, sempre esquecido, do desalojamento em massa, a este projecto deu-lhe o nome de "Exodos" e "Retratos de Crianças" , aclamado internacionalmente e talvez a sua consagração definitiva como pertencendo a um grupo de fotógrafos de elite.

Para Sebastião Salgado, cada um de nós deveria ser testemunha, das atrocidades que perspassam este planeta e dessa forma agirmos proactivamente a favor das pessoas que continuam a abandonar as suas terras e são obrigadas a refugiar-se em lugar incerto, iniciando migrações que muitas vezes têm desfechos dramáticos.Tudo se resume nesta frase de Sebastião Salgado, "... espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair!"

As suas fotos a p/b representam um legado a todos aqueles, que tendo poder de decisão continuam, a fazer de conta que não se passa nada e esta alienação perante a realidade documentada, por vezes choca e magoa, mas não deixa de ser a realidade!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Uma tacada na crise!


Só ouço falar de excepções. O banco de Portugal declara-se uma excepção à lei do corte de subsídios de natal e de férias para a Função Pública. A TAP e a Caixa Geral de Depósitos também se colocam nessa posição. A este ritmo ainda vamos acabar o ano com uma grande excepção, algo inédito, uma lei só promulgada para os funcionários públicos que concordem com a lei e não a ponham em causa. Uma embrulhada destas , a Troika de certeza nunca testemunhou em casos similares ao nosso. O PR está preocupado com as contas lá de casa e nem sequer enviou a lei ao Tribunal Constitucional, antes de a promulgar. A sua definição de equidade é muito paradoxal, por um lado contestou a sua legalidade mas depois quando lhe chegou o papel à secretária, assinou e não houve questões. No mínimo, estranho não acham?

Habituados a este regime de excepções, os portuguesinhos poderiam agora começar eles próprios a criar as suas regras dentro das leis em vigor, baseando sempre as suas decisões dentro da legalidade constitucional. Senão vejamos, vou transcrever o artigo segundo da referida Constituição de 1976.
"... Artigo 2.º
Estado de direito democrático

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa... "

Quando se fala em separação e interdependência de poderes, pergunto eu, conseguimos vislumbrar esse facto na nossa realidade política, jurídica, ou sócio-económica? - Baseados no referido artigo poderíamos começar talvez, por abrir excepções e exigir uma separação definitiva entre o poder político e o poder económico. Depois, poderíamos seguir os passos destas excepções e também beneficiar das benesses dadas a estas instituições, já por si muito gratificadas, baseados mais uma vez na Constituição, quando se fala na verdadeira equidade. Já não falo do aprofundamento da democracia participativa, aí o Sr. Primeiro Ministro reage muito mal, quando os portuguesinhos organizam um protesto, por mais insignificante que seja. Só não reage mal quando ouve que o Banco de Portugal gastou 5.000€ em material de golfe!- Será que foi uma daquelas excepções?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

É a "coltura" estúpido!


Haja paciência para estas medidas de contenção!- Invariavelmente é a cultura a primeira a sofrer com os cortes, na maior parte dos países em crise, mas o corte radical neste sector como se verifica em Portugal, é algo de inédito e triste. Os dados revelados são confrangedores, o Teatro S. Carlos está em risco de ficar às moscas durante este ano, por falta de verbas para qualquer produção. No cinema vamos talvez presenciar a um 2012 sem qualquer filme realizado, algo que já não acontecia desde 1955 (!).

O PSD já nos habituou, quando assume a governação do País, invariavelmente a cultura fica para trás. Lembremo-nos do caso que opôs Saramago ao inenarrável Governo de Cavaco, por causa da obra "Evangelho Segundo Jesus Cristo". Por exemplo, como classificar Santana Lopes como Secretário do Estado da Cultura, entre muitos feitos na área do incentivo à procura de espaços nocturnos também gostava, particularmente, de uma peça musical de violinos de Chopin???

Francisco José Viegas, uma pessoa respeitada no universo da literatura, quando era director da inesquecível revista "Grande Reportagem", sempre o considerei lúcido e independente, também só assim conseguiria dar continuidade a um projecto com aquelas características. Quando agora foi nomeado a par de Crato para a pasta da Educação, pensei para comigo, ora aqui estão duas belas ideias. Não podia estar mais enganado. Duas belas decepções!!!

Rita Blanco sempre com aquele ar de quem não deve não teme, afirmou à bem pouco tempo, e passo a citar, que um dia a história irá encarregar-se de classificar as desastrosas medidas que estão a ser tomadas por este Secretário do Estado. Uma reflexão muito simples. O nosso País não têm indústrias muito fortes, sendo o turismo uma das áreas aonde poderíamos ir buscar alguma receita, não seria importante fomentar as actividades culturais, apostarmos na qualidade, diversificar a oferta?-
- Desculpem, estava a esquecer-me, temos uma das capitais da cultura europeia este ano. E depois?- Vamos todos rumar a Guimarães e deixamos "morrer"as nossas companhias de teatro, estagnamos a indústria cinematográfica e vulgarizamos as nossas mais profundas raízes culturais?

Como temos vindo a ser muito amigos de empresas como a Mota Engil, Soares da Costa e Teixeira Duarte, nada melhor que mandar construir um "mamarracho" para albergar o Museu dos Coches. Uma necessidade, essa sim imperiosa, para os cofres dos senhores do costume. Os milhões aí investidos, poderiam facilmente ajudar as pessoas que directa ou indirectamente dependem do Estado para levar por diante projectos que assim ficam na gaveta.

Termino, colocando mais uma questão, será que o memorando de entendimento com a Troika compromete-nos a esmifrar as fracas infraestruturas culturais deste País????

sábado, 14 de janeiro de 2012

S em I senção C ontínua!

Falar da comunicação social é sempre muito complicado, ainda mais quando vivemos uma época de dificuldades aonde cada eco de possível abuso de poder é logo ampliado e levado ao colo até à caixa principal dos meios difusores. A velocidade que medeia, entre o acontecimento e a sua divulgação é, no quotidiano assustador. Na maioria das vezes não existe um período de reflexão, tudo é servido a quente por motivos de competição. É importante mais do que nunca termos a sensatez de separar o trigo do joio, somos nós receptores que com maior ou menor capacidade, temos de ajuizar do essencial e relativizar o acessório.

Existe neste momento uma razão muito concreta para eu trazer a terreiro este tema. A SIC Notícias, dentro do segmento de canais por cabo, é líder de audiências com larga vantagem. Ao longo destes 11 anos, habituou-nos a critérios bem definidos na informação prestada, isenção q.b. e programas de grande qualidade, como é o caso do "60 minutos"; "Eixo do Mal" ou a "Quadratura do Circulo".

No entanto começo a reparar que existiram mudanças nítidas a partir do momento em que o PSD chegou ao Governo. É indesmentível que a linha editorial do canal levou uma grande volta e para bom entendedor mais palavra basta. Balsemão têm dedo nesta mudança para pior no que concerne à isenção outrora apresentada. Poderia ser exaustivo, mas basta-me ir buscar um exemplo bem recente. O caso da agressão de polícias à paisana na Calçada da Estrela, após a manifestação junto à Assembleia da Republica no dia 24 de Novembro, foi caso demasiadamente aberrante. A SiC Noticias só apresentou a notícia passadas 6 horas do acontecimento!!!- Até a RTPi já tinha passado essa peça e todos sabemos os critérios a que estão sujeitos, nesse canal estatizado e controlado por os "boys" do costume. A notícia que têm honras de abertura na TVI24 horas, passou a ser relegada para segundo plano na SIC Noticias por razões já apresentadas. A estação de Pais do Amaral apresenta neste momento uma informação mais clara e dando ênfase a assuntos controversos, independentemente de lesarem ou não a imagem do Governo em curso.

Os profissionais da SIC não deixaram de ser bons naquilo que fazem de um dia para o outro, apenas deduzo que o ordenado ao fim do mês nos tempos que correm é mais importante que os critérios de uma informação isenta que gostariam de colocar no ar.

A oferta é neste campo muito diversificada e não se coaduna com estas oscilações tendenciosas, acredito que Balsemão, sendo um expert nesta matéria, irá arrepiar caminho e muito em breve voltarmos a reconhecer as qualidades que sempre assistimos neste canal

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Avestruz comuna!

Sempre tive uma aversão aterradora a estes regimes incrivelmente dificeís de classificar. Não se pode traduzir por palavras o comportamento destes ditadores à frente dos seus reinos, seriam sempre redutoras perante as monstruosidades testemunhadas. Não irei perder muito tempo a descrever o que todos já sabem, apenas comecei por referir a morte deste líder da Coreia do Norte porque serve de pano de fundo para o que quero a seguir opinar.

Eu nunca escondi neste blog as minhas tendências de esquerda e apraz-me sempre ouvir no nosso parlamento os deputados do PC, defendendo os mais desfavorecidos, apontando as incongruências da direita, a falta de rigor quanto ao controle das grandes fortunas, etc... afinal são poucas essas vozes! -Ainda hoje, gostei de escutar o ataque cerrado de Jerónimo de Sousa ao Primeiro Ministro, perante aquela fuga de capitais do Grupo Jerónimo Martins para a Holanda. Nada irá mudar, mas ao menos fica o leve e inconsequente grito de inconformismo perante a presença apagada do líder do PS e um Louça em queda livre.

A ligação destes dois aspectos é a razão deste post, o envio de condolências ao regime que aqui referi no primeiro parágrafo da parte dos senhores do Partido Comunista é algo que me custa engolir!!!!- Será que essa mensagem chegará aos familiares de cerca de dois milhões de coreanos que morreram à fome sob a alçada deste pseudo-ser humano que agora faleceu?
Exige-se um novo paradigma para este comunismo que tanto necessitamos paras as lutas que nos esperam, já em 2012. Não podem estar sempre a ter dois pesos e duas medidas perante realidades que são tão chocantes que não se podem escamotear. Ainda recentemente, em 2010, o PC reagiu da pior forma, quando veio defender a atitude incongruente da China, no caso da detenção domiciliária do Nobel Liu Xiaobo (http://abcdosportuguesinhos.blogspot.com/2010/10/o-nobel-da-justica.html).

Depois de começarmos a perder a esperança numa nova esquerda, (a desilusão chamada Bloco de Esquerda após aquele desastroso apoio presidencial a Manuel Alegre) gostaria que estes senhores deixassem de enterrar a cabeça na areia e concretizassem a sua "perestroika".

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Máscara Anónima.


Este será o ultimo registo deste ano, neste blog e gostaria de salientar algo que realmente ultrapassou fronteiras e se salientou em 2011, refiro-me ao Manifestante. Esta onda de contestação a nível global mereceu da revista Time a mesma atenção, como a figura do ano.

As sucessivas manifestações que se fizeram sentir um pouco por todo o lado, são o resultado da inquietação crescente que se regista perante a forma como somos governados ou antes mal governados. Claro que seria simplista relegar todo este fenómeno como tendo uma uma única explicação, cada caso é um caso. As Revoluções nos países Árabes têm um contexto diferente do que se verifica nas contestações a nível europeu ou norte americano, mas existem alguns traços comuns. As redes sociais serviram de pólo dinamizador para organizar movimentos que saíram à rua de uma forma exponencial. Aparentemente os partidos políticos ficaram à margem destes movimentos e seriam eles próprios alvos da contestação dado que são parte integrante dos problemas que surgiram. O povo anónimo erguia os braços e gritava bem alto a sua indignação, a sua presença e insistência revelou cada vez mais a vontade de afirmar que esta luta não seria algo de esporádico e estavam ali, para de uma vez por todas serem ouvidas. Esta força arrastou à sua frente ditaduras com recordes de permanência no poder, algo impensável à cerca de um ano atrás! -Tunísia, Egipto, Líbia, Iémen, Bahrein (em curso), Síria (tumultos continuam diariamente), entre outros. Na Europa alguns Governos não aguentaram a pressão das agências de rating a par da contestação da opinião pública em geral, casos da Espanha, Grécia, Portugal, Itália, Islândia, Irlanda. Nos Estados Unidos o Movimento "Occupy Wall Street" têm-se espalhado por todos os cantos e essa força engloba muita gente anónima que se intitula ser 99% da população. Recentemente os protestos chegaram às portas do Kremlin e as eleições com resultados fresquinhos não convencem ninguém, cheira a fraude que tresanda. Medvedev e Putin estão entretidos numa bela dança de cadeiras do poder e não se importam muito com as criticas daqueles que afirmam perentóriamente, isto nada têm a ver com uma verdadeira democracia!!!

Na Europa, ainda não fomos devidamente reconhecidos como um dos primeiros países a revelar descontentamento num acontecimento que teve tanto de episódico como de grandioso e espectacular. Falo claro do inesquecível 12 de Março, que juntou em todo o País mais de 300 mil pessoas e de certeza que influenciou tomadas de posição como os Indignados em Espanha e outros tantos por essa Europa fora.

Com toda esta crise, penso que estes movimentos em 2012 terão um papel fundamental na construção de outras soluções, irão surgir detractores e velhos do Restelo, respigando conceitos à volta do que se julga ser uma verdadeira democracia, mas eu entendo que o caminho foi encetado e não existe volta a dar. Tal como o poeta afirmou um dia ...

«juntas transcendem-se,

há algo de íntimo,

coeso e secreto

nelas.»

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Besta "Blaugrana"

Gosto muito de futebol e quando é jogado como o Barcelona o faz, fico deveras encantado. À três anos, quando estive nesta lindíssima capital da Catalunha, tive o prazer e a oportunidade de assistir a uma meia final da Liga dos Campeões Europeus num pequeno café junto à Carrer de Mallorca. O adversário era nem mais nem menos do que o Chelsea, e só nos minutos finais os catalães conseguiram desembrulhar este problema que estava difícil. O que se seguiu, eu nunca mais esquecerei. Uma multidão surgiu de todas as Gran Vias e foram desembocar na Praça da Catalunha, eram milhares e milhares de pessoas que em perfeita loucura festejavam aquela passagem à final da prova maior da Europa. Fiquei um fã incondicional desta cidade de Gaudi e desta febre pela sua equipa de futebol.

Passados estes anos, esta "máquina" de produzir um futebol quase perfeito, continua a coleccionar títulos atrás de títulos. Ainda esta semana arrecadou no longínquo Japão, mais um troféu de grande prestigio, melhor clube do Mundo, ultrapassando facilmente os brasileiros do Santos com um rotundo 4-0. O treinador da equipa adversária ainda estranhou a forma como o Barcelona se apresentou em campo, com 3 defesas e 7 jogadores de meio-campo, sem avançados de raiz????- Aquilo funciona como um harmónio, defende tudo quando tem que se defender e depois avançam no terreno com uma posse de bola inacreditável, com passes curtos e certeiros, de repente sai um passe para a desmarcação fulminante e lá aparece um ou dois jogadores com hipóteses de facturar. Um modelo simples, um rendilhado que dá prazer presenciar e os jogadores que já jogam juntos à cinco anos, fazem-no com um à vontade que dá cabo dos nervos aos seus opositores. Mourinho afirmou à pouco tempo que o Real Madrid seria campeão em qualquer outro País da Europa com uma margem muito confortável, mas aqui em Espanha reconhece que é difícil. Não poderia estar a prestar maior homenagem aos pupilos de Guardiola. A sua arrogância característica não o impede de reconhecer méritos à forma como os catalães são muito duros de roer.

Pela minha parte, apenas digo que não me lembro de alguma vez ter assistido a um domínio tão avassalador de um time na Europa com tanta regularidade exibicional e demonstrando uma saúde mental e física, que se arrasta por épocas inteiras. Sempre sob a batuta de um jogador extraordinário que dá pelo nome de Messi, quase todo o resto da equipa é fruto da "cantera" do FC Barcelona. Uma ideia a fixar pelos medíocres dirigentes portugueses.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bom Tempo no Canal.

-Porto Pim na Horta-
-Vulcão dos Capelinhos-
- Ilha do Pico-
-Vista sobre a Horta-

-Farol junto aos Capelinhos-
-Caldeira-


..."Dentro da nossa cidade
Há um recanto risonho
Que na minha mocidade
Passava tardes de sonho..."

José Cunha Lacerda
"Radiografias dos Tempos e das Pessoas"

A cidade que se fala neste poema é a Horta no Faial. Os recantos risonhos eu passei por alguns deles no principio de Dezembro e testemunhei o aconchego destes lugares. A mocidade referida é a de um ser humano extraordinário que eu tive o prazer de conhecer, que conta nos seus 93 anos uma devoção pela sua terra natal como é raro de se assistir. As tardes de sonho é muito fácil de compreender, basta visitar esta ilha e assistir ao vivo àquilo que a Natureza moldou ao longo de milhares de anos. Este pequeno excerto do poema "Praça da Republica", integrado no livro acima indicado, foi publicado em 2005, mas no presente está na forja uma nova obra que mais uma vez indicia uma homenagem a esta ilha e ás pessoas que coabitaram com ele ao longo de quase um século cheio de peripécias. A lucidez deste senhor, a par da monumentalidade da Caldeira ou o silêncio que se sente nos Capelinhos, são marcos que não vou esquecer desta minha viagem.


Quando viajava com um familiar junto à praia do Norte , numa zona com menos densidade populacional,e passando por umas habitações junto à estrada, lembro-me de ter reflectido sobre a possibilidade de morar aqui, longe de tudo. O que seria?- Longe das crises, longe dos corredores do poder, longe dos telejornais, longe do rebuliço dos pequenos problemas que nós tornamos ridiculamente grandes, longe das hipocrisias que fingimos não dar conta mas que afinal temos de cometer para sobreviver neste mundo e apenas reaprendermos a escutar a voz da Natureza, realizando a sua obra, à nossa volta. Prestarmos atenção com olhos de ver. A Ilha do Faial desperta-nos os sentidos e faz-nos sentir bem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A lei do cacetete.

Inspecção-Geral não abriu qualquer processo sobre actuação da PSP na greve geral

A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) não abriu qualquer processo de averiguação à atuação da PSP na manifestação do dia da greve geral, indicou hoje aquele organismo, numa resposta enviada à agência Lusa.

Na manifestação do dia de greve geral, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu frente à Assembleia da República, subir as escadarias do edifício, o que motivou a intervenção policial, da qual resultou a detenção de sete pessoas e ferimentos num polícia e num fotojornalista.

Também foi posto a circular um vídeo na Internet que mostra um agente da PSP à civil alegadamente a bater num cidadão estrangeiro, um alemão de 21 anos que está acusado de ofensa à integridade física qualificada e resistência e coação sob funcionário, julgamento que vai decorrer em processo comum.

Na altura, a direcção nacional da PSP abriu um processo interno de averiguações, não existindo ainda conclusões.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República anunciou que vai analisar os documentos e a participação recebida do advogado Garcia Pereira, que pediu para ser aberto um processo criminal à atuação de alegados "agentes provocadores" da PSP na manifestação de 24 de novembro.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, já elogiou várias vezes a atuação policial naquele dia.

A IGAI informou agora que “não foi determinada abertura de processo sobre a matéria”.

Retirei na integra esta noticia do Jornal i. Apenas gostaria de saber, qual a opinião dos que continuam acomodados a esta situação?- Lembro-me da manifestação silenciosa de alguns membros das Forças da Policia de Intervenção, ainda à pouco tempo junto ao Palácio de Belém. O que aconteceu após esse acontecimento?- O governo aprovou um pacote de medidas, no sentido de satisfazer as reivindicações exigidas nessa noite! O pensamento é lógico, senão mantemos estes senhores satisfeitos, quem nos irá defender?


Não importa se criaram excepções às leis vigentes, importa sim, lembrar aos portuguesinhos que a força supera a razão. Este Governo declarou publicamente que irá fazer tudo para cumprir os objectivos e compromissos com a Troika, nem que para isso tenham de suspender a democracia durante os próximos tempos, tal como Manuela Ferreira Leite já tinha sugerido no seu tempo.

Em Espanha com o Movimento de Indignados, existiram provas evidentes de policia infiltrada no seio das manifestações, nomeadamente em Barcelona, Aqui, foi evidente a mesma forma de actuar por parte da PSP, a agressão na Calçada da Estrela foi documentada ao vivo até à exaustão, as supostas tentativas de subir a escadaria de S.Bento foram perpetradas por policias à paisana (fotos documentam esse facto!) e mesmo assim a IGAI não abre processos e o Ministro Mancebo ainda vêm elogiar a forma de actuar dos seus homens, já satisfeitos com os benefícios que reclamavam.

Nós podemos continuar a concordar ou a discordar com a forma como alguns indignados se possam ter excedido na sua forma de manifestar, mas sem dúvida que quando o Primeiro Ministro vêm a publico declarar que estão atentos a manobras estranhas de alterar a ordem pública por parte de grupos radicais, quando a própria policia noticia o controle apertado a movimentos estranhos ao normal funcionamento da democracia, é porque existe uma tentativa de pressionar a opinião pública para estar atenta a algo que venha a acontecer e que justifique a violência com que reprime todos aqueles que apenas desejam manifestar-se ordeiramente. Se calhar, até é capaz de ser melhor não sairmos de casa, dessa forma iríamos cumprir com a vontade destes senhores que se dizem representantes do povo nesta pseudo democracia.Senhor Ministro da Administração Interna, após este episódio, deixe-me que lhe diga, o senhor têm cócó na fralda!




terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por este Rio Acima.



Aproveito a ocasião do lançamento de um albúm muito esperado de Fausto Bordalo Dias para salientar este vulto enorme da música popular portuguesa. Mais um nome que tenho o prazer de salientar, pela forma como sempre soube pisar o palco da vida. A par de José Mário Branco, do Zeca Afonso, entre outros, Fausto sempre soube passar ao lado do "politicamente correcto", trocar os holofotes pela força da palavra certa. Pacientemente, vai colocando no mercado as suas "pérolas", a um ritmo quase desesperante para os que seguem a sua carreira, de década em década lá vai surgindo mais uma obra. "Em busca das Montanhas Azuis" teve apresentação discreta em meados deste mês, depois do último trabalho, "A ópera mágica do cantor maldito" que data de 2003. Peço a vossa atenção, para mais uma vez a qualidade das letras apresentadas, como ele joga com as palavras,a forma como desperta os nossos sentidos, como "pinta" os quadros da nossa diáspora, nunca se alheando das contradições, das nossas fraquezas, da luta que travámos no interior da nossa identidade como povo.
Fugiu sempre das entrevistas e do protagonismo, preferindo o anonimato como forma de se distanciar das modas, por vezes esta modéstia terá provocado uma imagem de insensibilidade aos que o admiram, mas a esses compensa-os com a sua fugaz aparição em palcos, tornando esses momentos raros em algo de inesquecível. Lembro-me da ultima vez que o vi no Coliseu ao lado de Sérgio Godinho e José Mário Branco, nem sequer dá para descrever aqueles momentos mágicos e o ambiente que rodeou o espectáculo.


Nestes momentos dificeis que atravessamos, é sempre bom recordar aqueles que sempre nos avisaram das tormentas que esta nau muito frágil iria enfrentar. Obrigado Fausto, por seres um deles.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Radio Televisão Privada.

Neste mundo das comunicações temos de aprender depressa com os sinais que nos chegam, fechar os olhos às tendências, significa extinção de qualquer género. Este novo milénio, traz-nos ventos de mudança, na forma como pretendemos receber a informação, não é novidade o crescente poder da Internet sobre toda a concorrência. No caso da televisão, terá naturalmente de se reinventar , procurar formas de captar a atenção.

Mas em vez de se estudar uma mudança de mentalidades, têm-se falado muito sobre a possível privatização da RTP, nunca estivemos tão perto que isso aconteça como agora, primeiro por causa dos resultados que a empresa apresenta, depois devido à situação económica e por último, graças a este Governo, tal como Midas, em tudo o que tocava transformava em ouro, neste caso tudo o que Passos toca, vira uma empresa privada. É o liberalismo na sua máxima expressão. O pior, neste caso é a forma como tudo isto se vai processando, digno de uma telenovela mexicana da pior qualidade.


O Relvas deitou esta cá para fora. Para final de 2012, aquando da concretização deste projecto, vamos deixar de ter publicidade no canal público. Perda de 30 milhões de receitas com esta decisão, as consequências serão mais gravosas do que a rescisão de 300 trabalhadores prevista e na mira deste senhor está um favorzinho que irá fazer aos canais privados, deliciados com esta perspectiva. Claro que estes favores são depois cobrados, de que forma?- Existem mil e uma maneiras, uma delas será o de contribuir para a manipulação da informação à apresentar por esses canais, entre outras menos visíveis. Se querem um exemplo daquilo que acabo de afirmar, reparem na mudança de atitude que a SIC Noticias teve a partir do momento que os laranjinhas chegaram ao poder. A linha editorial dos seus noticiários começaram a ser tendenciosos, revelando o óbvio e esquecendo sistematicamente de ler nas entrelinhas como era seu timbre. Naturalmente que Balsemão, vestiu novamente a camisola do PSD e puxa por os seus galões na hora de pressionar os seus colaboradores directos. Esta conivência entre o poder e a comunicação social é estudada à muito tempo mas as conclusões são sempre difíceis de aceitar ou provar.


Enquanto estamos entretidos com estes jogos, nos bastidores as negociatas continuam a bom ritmo e os grupos de trabalho ( mais uns cêntimos que se gastam para dar a ganhar a uns tantos amigos) vão apresentando conclusões de bradar aos céus, como a extinção da entidade reguladora!- Por um lado compreendo, porque as entidades reguladoras em Portugal não fazem absolutamente nada, por outro, acredito que sem regulação será mais fácil de controlar a comunicação social. As queixas irão sempre cair em saco roto.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Este não é Seguro!!

José Seguro numa das suas primeiras decisões importantes à frente do maior partido da oposição, encarregou-se de dar razão a muitas vozes do PS, desconfiam da sua enorme insegurança e falta de maturidade política . Ainda estou para perceber a frase que terá dito, quanto ao Orçamento do Estado para 2012, passo a citar ... "optámos por uma abstenção violenta mas construtiva"... (???). Vamos lá por partes, tentar decifrar este jogo de palavras. Vão-se abster, até aqui compreendo, porque estão de acordo com os compromissos assumidos, mas admitem que este Orçamento vai muito além do acordado com a Troika. Paradoxalmente, é violenta esta abstenção, uma tomada de posição sem efeito prático, mas veemente (???). O facto de ser construtiva, parece-me evidente que não existindo qualquer negociação com os partidos do Governo, emerge uma sensação de ineficácia total, muito à imagem do líder.

Eu diria que, José António Seguro na gíria popular seria apelidado de "pãozinho sem sal", do género "agarrem-me senão eu vou-lhe às trombas..." mas depois fica ali à espera que o agarrem!

Com uma oposição assim, o Passos Coelho está descansado, porque nada melhor do que ter a letargia e a falta de credibilidade como características básicas do ADN político do seu adversário principal. Como é evidente, os Socratistas já começam a ter motivos para recomeçar a sorrir. Permanecem na sombra do aparelho partidário, mas vão lançando uma ou outra "farpa" de forma a espicaçar o líder. António Costa, continua pacientemente na Câmara da capital à espera do momento exacto para assumir a liderança. Só nessa altura, num futuro próximo, quando o próprio Governo rapidamente sair do estado de graça em que se encontra, diríamos melhor, da sua zona de conforto, mais o desgaste progressivo (e acelerado!) do José Seguro, aí provavelmente terá a sua oportunidade de avançar. Até lá, estes dois ex-jotinhas como líderes, estão em sintonia, vão-se entendendo às mil maravilhas!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Paz no Egeu.

A localização da Grécia sempre foi trespassada por uma confluência de problemas regionais e continentais ao longo da sua história. Como curiosidade, os turcos que sempre foram vizinhos incómodos, (relembro a ocupação turca do seu território durante parte do séc. XIX , a par de outras questões mais recentes, como o Chipre) neste momento estão dispostos a ajudar os helénicos, com base numa economia que respira saúde, ao contrário das dificuldades emergentes dos gregos.Tomo por exemplo uma das áreas mais importantes para os cofres de Atenas, que é sem duvida o turismo. Desde 2008 que as receitas geradas, nesta industria, são proporcionalmente cada vez mais baixas em função da crescente instabilidade social que se faz sentir nas ruas, no entanto, da Turquia chegam boas notícias, porque todos os indicadores apontam para uma afluência cada vez maior de pessoas vindas desse País do outro lado do Egeu, que acabam por deixar vincada a sua prosperidade nas receitas que ali deixam. Existe uma mudança visível de atitude, apesar de que na minha opinião, este fenómeno deve-se essencialmente a uma pequena parte de uma operação de charme, muito mais vasta, para que este País passe a integrar a Comunidade Europeia a curto prazo.

Esta relação entre cristãos ortodoxos e islâmicos nunca foi famosa, basta lembrar a questão do Chipre, agora dominada por um parlamento constituído por gregos, mas aonde a comunidade turca da ilha nunca aceitou esse facto e proclamou mesmo a Republica turca do Chipre do Norte desde 1974, uma situação que não é reconhecida pela comunidade internacional. Só a vontade de adesão à Europa atenua esta tensão permanente.

Com cerca de 33 acordos assinados em 2008 entre as autoridades dos dois países foi completo a maior parte do quadro jurídico das relações em vigor. Os contactos entre eles, começam a ser construídos numa base do respeito e compreensão e antevejo que esta seja uma porta de esperança para o povo helénico. Provávelmente terão que se virar a Oriente, algo que sempre evitaram por razões óbvias no passado, mas agora em função da sua frágil situação e da economia vistosa e sedutora do outro lado do Egeu, acho que será inevitável. Enquanto isso a Turquia continua a lançar o seu perfume pela Europa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Margaret Bourke-White

"Um soldado com uma banhista" - 1945


"Mahatma Gandhi" 1946


"O topo do Edifício Chrysler " 1931


" Fila de vítimas das inundações" 1937


"Sulcos" 1954

Continuando a apresentar neste blog, os mestres da fotografia, hoje chega a vez de Margaret Bourke-White. Nasceu em Nova Iorque em 1904, concluiu a licenciatura em arte em 1927. Tal como agora, o mundo inteiro estava de olhos postos na Bolsa, a depressão dava os seus primeiros sinais e com a sua câmara, descobriu as greves operárias, as lutas sindicais e a repressão por parte da polícia. As desigualdades presenciadas na rua, transformaram esta mulher que já lutava pelos ideais feministas, numa activista de esquerda. A Revolução Bolchevique na URSS foi um apelo a que não se negou e foi a primeira repórter acreditada naquele país. Um livro seu realizado na URSS, com o nome "Eyes on Russia", integrou anos mais tarde a "lista negra" da repressão macarthista.

Em 1939, o nazismo avançou sobre a Europa e surpreendeu-a em Moscovo que captou com uma rara sensibilidade as imagens dos bombardeamentos da cidade e conseguiu nessa altura um dos raros sorrisos de Estaline. Em 1942 torna-se fotógrafa oficial da Força Aérea dos Estados Unidos e continuou a trabalhar como correspondente de guerra. Nas capas da "Life" tornaram-se imagem de marca os campos de concentração, pelotões de fuzilamento e valas comuns. Em 1946, numa reportagem que faz durante o processo de independência da Índia, consegue a autorização de apenas tirar três fotografias a Gandhi, durante um voto de silêncio junto a uma roca. Esse mesmo artefacto, representava no ponto de vista do líder, que a população não precisava da maquinaria britânica para as suas necessidades, bastava-lhes uma tradicional roca para fazer a sua roupa e assim ser feliz. À sua terceira tentativa, na qual aquele utensílio ocupava o plano primeiro e a luz projectava-se por trás das costas de Gandhi, valeu-lhe
o epíteto da sua simpatia pelo caminho da paz e a sua intransigência perante os povos opressores. Um disparo que deu várias voltas ao mundo.

Durante a Guerra Fria foi "perseguida" pelo FBI pelas supostas "actividades antiamericanas" que desenvolvera entre 1930 e 1950, mas a revista "Life" nunca lhe retirou a sua confiança e dessa forma ainda cobriu a Guerra da Coreia. A doença de Parkinson retirou-lhe a firmeza nos disparos e acabou por se retirar. Em 1971 acabaria por falecer dessa mesma doença, no seu lar em Connecticut. O seu sentido de oportunidade e a sua coragem fizeram desta mulher uma pioneira em muitas das situações em que se envolveu, até pelo simples facto de enfrentar o machismo que dominava o mundo da fotografia.