Aqui no a,b,c... já falei da senhora que está sentada na mais alta cadeira da Assembleia da República e que cada vez que abre a boca, só sai, aquilo que todos nós sabemos. Esta reformada que ganha milhares de euros à conta dos impostos dos portuguesinhos, teima em insultar a nossa inteligência, cada vez que opina sobre qualquer assunto. Já referi aqui, as suas reacções alérgicas à democracia no desempenho das suas funções, depois foram aqueles lamentáveis cálculos, sobre o custo da possível transladação de Eusébio para o Panteão e agora, a possibilidade de existirem alguns mecenas que financiassem as comemorações dos 40 anos do dia da Liberdade!!- Ainda fez pior, convidou Joana Vasconcelos a decorar umas chaimites, com cravos vermelhos???
Por uma questão de sorte, a senhora "iluminada" (pelo poder instituído, claro!) das artes plásticas em Portugal, recusou a ideia por falta de tempo, porque se o projecto fosse avante, garanto-vos que iria mais uma vez, ficar muito caro aos bolsos dos maiores "mecenas" que esta senhora loura arranja, que somos, exactamente todos nós!
Eu sei que a temos de aturar mais um ano e pouco, mas não seria razoável utilizarmos as redes sociais ao nosso alcance para uma petição realmente útil.Um pedido à consideração de todos os grupos parlamentares, como se costuma dizer, o silêncio é de ouro e a palavra é de prata, nada melhor que remeter Assunção Esteves a um silêncio compulsivo, só até ao fim desta legislatura. Seria pedir muito?
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
desumanização, usem e abusem.
-Não costumo divulgar aqui, as minhas leituras, mas vou abrir uma excepção, porque realmente vale a pena. "Desumanização" de valter hugo mãe é um lançamento recente e contêm todos os ingredientes para se tornar numa daquelas obras que nos marcam de uma forma muito especial. Existe ali, magia. Este senhor "brinca" com as palavras até à perfeição.
-Este angolano, vencedor, entre outros galardões, do Prémio José Saramago em 2007, transporta-nos neste seu ultimo lançamento, para uma realidade muito distante. Uma história passada na enigmática Islândia. Com o suposto conhecimento de causa, envolve a nossa imaginação em paradoxos múltiplos. Se por um lado, temos a sensação desconfortável da descrição de emoções cruas e gélidas, por outro, descreve-nos um jogo trepidante de palavras que nos aconchegam e faz-nos sentir o calor das emoções. Temos dificuldade, por vezes, de acompanhar uma narrativa enigmática, mas logo surge a simplicidade revelada no final de cada ideia transmitida. A morte versus a vida desmaterializada de uma criança, que enfrenta o ódio da mãe e a compreensão frágil do pai "poeta".
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
O lixo escondido da Moody´s.
Na última semana, li no reputado "Finantial Times", um artigo de Peter Wise, que resumidamente, glorificava a nossa recuperação económica. Afirmava, que Portugal está a conseguir sair da maior recessão dos últimos 40 anos, com taxas de crescimento superiores à média europeia, registadas no último semestre do ano transacto. Acrescentando também, a descida da taxa de desemprego, o valor positivo da nossa balança comercial e a queda em todos os prazos dos juros da divida. Eu pergunto, à custa de quem?
- Sem infraestruturas sólidas, não existe economia que se aguente. Necessitamos de uma mudança que não foi executada. Baixando novamente os impostos para valores decentes, todos estes sinais positivos, são meros indicadores provisórios, voltaremos a bater à porta dos nossos credores.
-Esta semana, o nosso querido Primeiro afirmou que a Moody´s (de quem disse cobras e lagartos no passado recente) deu um excelente sinal , para uma possível subida do nosso rating. Esse sinal até poderia ser bom, se fosse fruto, dos primeiros resultados visíveis de uma profunda reforma do Estado. No meio desta profusa e insistente campanha, o que foi escondido em baixo do tapete?
-Só vou dar alguns exemplos. Continuamos a ter filas de espera nas urgências dos hospitais, muito acima do que é expectável, porque o desinvestimento neste sector é chocante. Os cortes começam a atingir as pessoas que normalmente se dirigiam às unidades de saúde para ter os cuidados básicos em doenças oncológicas! -Os enfermeiros emigram em larga escala, porque não encontram soluções dignas e os médicos saltam para o privado ou "fingem" estar nos dois lados. Os tribunais estão completamente inoperantes, os processos acumulam-se sem solução à vista e a prometida reforma da justiça ficou mais uma vez na gaveta. O ensino está um caos. Professores desmotivados, equipamentos ou fecham ou estão a cair e o desinvestimento na ciência têm dado nos últimos dias, noticias alarmantes. A atribuição de bolsas é uma vergonha, mais valia mandar estas pessoas procurar financiamento para os seus projectos, algures num país decente. Estes e muitos outros casos, são o lixo que se deseja esconder.
O único assunto, aonde este Governo têm feito um excelente trabalho e de maneira célere, é sem dúvida, esmifrar os nossos bolsos, com impostos de toda a maneira e feitio!!!-Convinha lembrar no entanto a Passos e Portas, que varrer o "lixo" para baixo do tapete, não vai resultar durante muito tempo, apesar desta enorme vontade de apresentar números bonitos! ´
- Sem infraestruturas sólidas, não existe economia que se aguente. Necessitamos de uma mudança que não foi executada. Baixando novamente os impostos para valores decentes, todos estes sinais positivos, são meros indicadores provisórios, voltaremos a bater à porta dos nossos credores.
-Esta semana, o nosso querido Primeiro afirmou que a Moody´s (de quem disse cobras e lagartos no passado recente) deu um excelente sinal , para uma possível subida do nosso rating. Esse sinal até poderia ser bom, se fosse fruto, dos primeiros resultados visíveis de uma profunda reforma do Estado. No meio desta profusa e insistente campanha, o que foi escondido em baixo do tapete?
-Só vou dar alguns exemplos. Continuamos a ter filas de espera nas urgências dos hospitais, muito acima do que é expectável, porque o desinvestimento neste sector é chocante. Os cortes começam a atingir as pessoas que normalmente se dirigiam às unidades de saúde para ter os cuidados básicos em doenças oncológicas! -Os enfermeiros emigram em larga escala, porque não encontram soluções dignas e os médicos saltam para o privado ou "fingem" estar nos dois lados. Os tribunais estão completamente inoperantes, os processos acumulam-se sem solução à vista e a prometida reforma da justiça ficou mais uma vez na gaveta. O ensino está um caos. Professores desmotivados, equipamentos ou fecham ou estão a cair e o desinvestimento na ciência têm dado nos últimos dias, noticias alarmantes. A atribuição de bolsas é uma vergonha, mais valia mandar estas pessoas procurar financiamento para os seus projectos, algures num país decente. Estes e muitos outros casos, são o lixo que se deseja esconder.
O único assunto, aonde este Governo têm feito um excelente trabalho e de maneira célere, é sem dúvida, esmifrar os nossos bolsos, com impostos de toda a maneira e feitio!!!-Convinha lembrar no entanto a Passos e Portas, que varrer o "lixo" para baixo do tapete, não vai resultar durante muito tempo, apesar desta enorme vontade de apresentar números bonitos! ´
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Uma nova Diáspora.
A pouca vergonha dos políticos que nos governam, chega a ser escandalosa. Os portuguesinhos lembram-se, de certeza, que Passos Coelho à cerca de 2 anos aconselhava os jovens portugueses a procurar outras soluções de emprego no estrangeiro. Convinha que os números do desemprego não subissem, até à percentagem que atingiram. Convinha que a vergonha não perpetuasse durante muito mais tempo, com um lugar desonroso, terceira maior taxa da Europa.Convinha esconder as péssimas condições de trabalho e de baixa remuneração que se iam oferecendo a jovens licenciados. Em nome da crise, tudo valia...e vale!
Seguindo o conselho do primeiro-ministro, muitos milhares de jovens começaram a procurar melhores condições além fronteiras, muitos deles, dando passos em falso. Promessas vãs, paraísos que se tornavam em infernos, em menos de nada. Gente sem escrúpulos, procurava gente desesperada que a troco do "el dorado", chegavam a encontrar realidades perto da "escravatura". Trabalhar apenas a troco de comida e pouco mais.
Os últimos dados indicam já, uma saída de milhares de jovens do nosso País que começam a ultrapassar os números da epopeia dos anos 60 e 70 do século passado! - Apesar disso, Paulo Portas está contente porque a taxa de desemprego desceu algumas décimas. Claro que desceu, mas não foi à custa dos 120.000 empregos que o Governo nunca criou, mas sim graças a esta nova diáspora dos portuguesinhos!!!
Mas a pouca vergonha a que me referi no principio desta crónica, refere-se às ultimas declarações do Ministro da Economia. Diz ele que alguns portugueses, poderão começar a regressar este ano a Portugal!!??
Como é possível as pessoas afastarem-se tanto da realidade e acreditarem que os portuguesinhos que saíram daqui, com grande capacidade de sofrimento, possam agora estar dispostos a correr o risco de voltar ao mesmo? -Talvez voltem os que ainda estão desesperados e não têm outra saída, mas aqueles que entretanto tiveram uma oportunidade e agora sentem-se um pouco mais aliviados, será que este apelo sortirá algum efeito? -Não creio. Eu falo por mim, que emigrei numa dada altura da minha vida, devido ao efeito nefasto das políticas desastrosas de Cavaco como primeiro ministro e não fossem as razões de ordem familiar, ainda hoje por lá andaria.
Termino com uma frase do Eça de Queiroz que não poderia ser mais actual:
"...Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre..."
Seguindo o conselho do primeiro-ministro, muitos milhares de jovens começaram a procurar melhores condições além fronteiras, muitos deles, dando passos em falso. Promessas vãs, paraísos que se tornavam em infernos, em menos de nada. Gente sem escrúpulos, procurava gente desesperada que a troco do "el dorado", chegavam a encontrar realidades perto da "escravatura". Trabalhar apenas a troco de comida e pouco mais.
Os últimos dados indicam já, uma saída de milhares de jovens do nosso País que começam a ultrapassar os números da epopeia dos anos 60 e 70 do século passado! - Apesar disso, Paulo Portas está contente porque a taxa de desemprego desceu algumas décimas. Claro que desceu, mas não foi à custa dos 120.000 empregos que o Governo nunca criou, mas sim graças a esta nova diáspora dos portuguesinhos!!!
Mas a pouca vergonha a que me referi no principio desta crónica, refere-se às ultimas declarações do Ministro da Economia. Diz ele que alguns portugueses, poderão começar a regressar este ano a Portugal!!??
Como é possível as pessoas afastarem-se tanto da realidade e acreditarem que os portuguesinhos que saíram daqui, com grande capacidade de sofrimento, possam agora estar dispostos a correr o risco de voltar ao mesmo? -Talvez voltem os que ainda estão desesperados e não têm outra saída, mas aqueles que entretanto tiveram uma oportunidade e agora sentem-se um pouco mais aliviados, será que este apelo sortirá algum efeito? -Não creio. Eu falo por mim, que emigrei numa dada altura da minha vida, devido ao efeito nefasto das políticas desastrosas de Cavaco como primeiro ministro e não fossem as razões de ordem familiar, ainda hoje por lá andaria.
Termino com uma frase do Eça de Queiroz que não poderia ser mais actual:
"...Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre..."
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Campanha perigosa.
Fernando Tordo dizia ontem numa entrevista que o mais certo é emigrar, porque não votou nestes governantes e está farto de vê-los a destruir o País!
No entanto, temos uma campanha perigosa em curso, a maior onda de "intoxicação" populista levada a cabo por a maioria da comunicação social portuguesa, tendo por detrás os mesmos de sempre, ora mostrando as tendências dos mercados, ou os dados do desemprego, ou ainda a evolução das nossa balança comercial, as metas atingidas,blá, blá,blá,etc... Convém mostrar o mais depressa possível, os dados (manipulados?) positivos, porque as eleições para o parlamento europeu aproximam-se e interessa não amealhar mais uma derrota estrondosa como nas ultimas autárquicas.
Reparem, quem detém neste momento o controle dos maiores grupos empresariais à volta da nossa comunicação social. Angolanos de matriz muito "democrática", a Banca com uma posição bem acentuada e uma ou duas individualidades com ligações muito perigosas com o poder.Senão for uma ou outra reportagem de fundo, mais séria a salvar este panorama, quase todo o resto são noticias de "propaganda" tacticamente definida.
A promessa de verem a Troika pelas costas mais lá para o Verão, parece-me uma bandeira que só pode ser desfraldada perante pessoas muito mal informadas ou desinteressadas.
O porquê da minha desconfiança é fácil de explicar. Basta abrir os olhos e reparar no que se passa à nossa volta, não é preciso ir muito longe, nem andar a ouvir sempre as mesmas aves agoirentas. Consegue-se vislumbrar alguma melhoria no nosso quotidiano?
O Governo não conseguiu fazer nenhuma reforma, tal como tinha delineado, os transportes continuam a aumentar, assim como a água, o gás, a electricidade, etc...nas datas que sempre aumentaram. Mais, o relatório entregue pela Troika ao Governo nas primeiras avaliações, sobre a excessiva renda que o Estado contribuía generosamente,para as chamadas PPP, para a EDP, ou à Lusoponte, aonde se encontra?
-Talvez arrumado nalguma gaveta muito escondida, com a natural conivência dos autores desse parecer.
O Estado sabe que não pode mexer nalgumas "vacas sagradas" e principalmente no bolso da Banca. Sim, porque no fundo é à Banca que estes senhores destas ditas empresas, têm que prestar contas. Enquanto houver reformas para esmifrar ou impostos para aumentar, vamos conseguindo atingir as metas para gáudio do sr. Durão Barroso e da srª Merkel!!!
No entanto, temos uma campanha perigosa em curso, a maior onda de "intoxicação" populista levada a cabo por a maioria da comunicação social portuguesa, tendo por detrás os mesmos de sempre, ora mostrando as tendências dos mercados, ou os dados do desemprego, ou ainda a evolução das nossa balança comercial, as metas atingidas,blá, blá,blá,etc... Convém mostrar o mais depressa possível, os dados (manipulados?) positivos, porque as eleições para o parlamento europeu aproximam-se e interessa não amealhar mais uma derrota estrondosa como nas ultimas autárquicas.
Reparem, quem detém neste momento o controle dos maiores grupos empresariais à volta da nossa comunicação social. Angolanos de matriz muito "democrática", a Banca com uma posição bem acentuada e uma ou duas individualidades com ligações muito perigosas com o poder.Senão for uma ou outra reportagem de fundo, mais séria a salvar este panorama, quase todo o resto são noticias de "propaganda" tacticamente definida.
A promessa de verem a Troika pelas costas mais lá para o Verão, parece-me uma bandeira que só pode ser desfraldada perante pessoas muito mal informadas ou desinteressadas.
O porquê da minha desconfiança é fácil de explicar. Basta abrir os olhos e reparar no que se passa à nossa volta, não é preciso ir muito longe, nem andar a ouvir sempre as mesmas aves agoirentas. Consegue-se vislumbrar alguma melhoria no nosso quotidiano?
O Governo não conseguiu fazer nenhuma reforma, tal como tinha delineado, os transportes continuam a aumentar, assim como a água, o gás, a electricidade, etc...nas datas que sempre aumentaram. Mais, o relatório entregue pela Troika ao Governo nas primeiras avaliações, sobre a excessiva renda que o Estado contribuía generosamente,para as chamadas PPP, para a EDP, ou à Lusoponte, aonde se encontra?
-Talvez arrumado nalguma gaveta muito escondida, com a natural conivência dos autores desse parecer.
O Estado sabe que não pode mexer nalgumas "vacas sagradas" e principalmente no bolso da Banca. Sim, porque no fundo é à Banca que estes senhores destas ditas empresas, têm que prestar contas. Enquanto houver reformas para esmifrar ou impostos para aumentar, vamos conseguindo atingir as metas para gáudio do sr. Durão Barroso e da srª Merkel!!!
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Adeus Ruth Malosso!
Não podia deixar de falar um pouco de Eusébio. Acho que toda a gente da minha geração cresceu com a imagem do "Pantera Negra" por perto. Os meus pais tinham um pequeno negócio na baixa de Lisboa, e as pessoas que o frequentavam, tinham por hábito trazer os seus emblemas para aquele local, discutir as suas paixões, transmitir o fervor que sentiam por este ou aquele clube. Eu fui crescendo a ouvir o nome deste senhor de Mafalala, como algo de grandioso, quase um ser extraterrestre, porque marcava golos do outro mundo e tinha uma velocidade estonteante!!!
Os meus pais nunca foram muito à bola com o futebol, no entanto era impossível não ouvir o que me rodeava, eu fui dando os primeiros passos ao sabor das maiores conquistas do Benfica, por essa Europa fora.Com o Sr. Sousa, um adepto ferrenho das águias, um assíduo frequentador do dito estabelecimento, comecei a ir ao velhinho Estádio da Luz. O ambiente que rodeava aqueles momentos, lembro-me perfeitamente, eram mágicos. Cresceu em mim esta paixão pelos encarnados e com Eusébio sempre associado a este meu fervor. Quando se aproximava o dia de ir ao estádio, eu nem dormia como deve de ser. Já com 11 anos tive a sorte de ver o jogo de despedida de Eusébio pelo Benfica. Na Luz defrontaram-se os encarnados frente a uma selecção do Resto do Mundo. Foi uma festa linda pá! -Jimmy Hagan era o treinador do Benfica e mesmo depois de ter acabado de assegurar três títulos nacionais, foi despedido na manhã seguinte a este jogo, por causa de um conflito com o Presidente Borges Coutinho.
Depois desta data e até hoje, o Benfica nem sempre se portou bem com a sua estrela maior, mas justiça seja feita, o actual Presidente do Benfica pode não ter conquistado os títulos que os benfiquistas desejariam, mas teve a dignidade de preservar um símbolo maior do nosso clube , no lugar que ele sempre mereceu.
Paz à sua alma e que continue a marcar golos no campo dos nossos sonhos. Até sempre Eusébio!!
Os meus pais nunca foram muito à bola com o futebol, no entanto era impossível não ouvir o que me rodeava, eu fui dando os primeiros passos ao sabor das maiores conquistas do Benfica, por essa Europa fora.Com o Sr. Sousa, um adepto ferrenho das águias, um assíduo frequentador do dito estabelecimento, comecei a ir ao velhinho Estádio da Luz. O ambiente que rodeava aqueles momentos, lembro-me perfeitamente, eram mágicos. Cresceu em mim esta paixão pelos encarnados e com Eusébio sempre associado a este meu fervor. Quando se aproximava o dia de ir ao estádio, eu nem dormia como deve de ser. Já com 11 anos tive a sorte de ver o jogo de despedida de Eusébio pelo Benfica. Na Luz defrontaram-se os encarnados frente a uma selecção do Resto do Mundo. Foi uma festa linda pá! -Jimmy Hagan era o treinador do Benfica e mesmo depois de ter acabado de assegurar três títulos nacionais, foi despedido na manhã seguinte a este jogo, por causa de um conflito com o Presidente Borges Coutinho.
Depois desta data e até hoje, o Benfica nem sempre se portou bem com a sua estrela maior, mas justiça seja feita, o actual Presidente do Benfica pode não ter conquistado os títulos que os benfiquistas desejariam, mas teve a dignidade de preservar um símbolo maior do nosso clube , no lugar que ele sempre mereceu.
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Os iluminados.
Nada melhor que terminarmos o ano fazendo uma retrospectiva das frases, que alguns portuguesinhos, tiveram a bondade de proferir, durante 2013. Como vamos entrar no ano de todos os milagres, talvez tenhamos em 2014, algo idêntico, no que diz respeito a pessoas que acabaram de ter uma diarreia...mental e por mero acaso, até tinham um microfone à frente. Eis aqui, a galeria dos iluminados:
- Fernando Ulrich. "Se os sem-abrigo aguentam, porquê que nós não aguentamos?"
______________________________________//////_________________________________________
- João César das Neves "...aumentar o salário mínimo vai estragar a vida aos pobres..."
_______________________________________/////________________________________________
- Paulo Portas. "Irrevogável!"
_____________________________________///////_________________________________________
- Isabel Jonet. "...não podemos comer bifes todos os dias..."
___________________________________/////____________________________________________
- Margarida Rebelo Pinto "...todos temos que aprender a ganhar menos..."
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Asimbonanga.
Depois de toda a poeira assentar, depois de muitas homenagens e depois do maior estadista do século passado estar a repousar na sua aldeia natal, eu não podia deixar de registar neste blogue, a minha admiração por este Senhor. Já tudo se disse, já tudo se escreveu sobre a vida de Mandela, mas houve um momento muito especial, na semana transacta, que eu apreciei especialmente. Um grupo do Soweto Gospel Choir, que através de uma "flash mob" muito original num supermercado da cadeia "Woolworths", captaram a atenção das pessoas que tiveram a sorte de assistir a esta singela homenagem a Madiba, o "reconciliador". Por vezes ou talvez, na maioria das vezes, os tributos mais simples são aqueles que mais nos tocam e são dignos de perpetuar na nossa memória um vulto único, num continente muito difícil.
| Chorus: | Chorus: |
| Asimbonanga (we have not seen him) | Asimbonanga (não vimos ele) |
| Asimbonang' umandela thina (we have not seen mandela) | Umandela Asimbonang 'thina (não vimos mandela) |
| Laph'ekhon (in the place where he is) | Laph'ekhon (no lugar onde ele está) |
| Laph'ehleli khona in the place where he is kept) | Laph'ehleli Khona no lugar onde ele é mantido) |
| Oh the sea is cold and the sky is grey | Oh o mar é frio eo céu é cinza |
| Look across the island into the bay | Olhe em toda a ilha na baía |
| We are all islands till comes the day | Estamos todas as ilhas até que chega o dia |
| We cross the burning water | Atravessamos a água ardente |
| Chorus | Coro |
| A seagull wings across the sea | A asas de gaivota pelo mar |
| Broken silence is what I dream | Silêncio quebrado é o que eu sonho |
| Who has the words to close the distance | Quem tem as palavras para diminuir a distância |
| Between you and me | Entre você e eu |
| Chorus | Coro |
| Steve biko, victoria mxenge | Steve Biko, victoria mxenge |
| Neil aggett | Neil Aggett |
| Asimbonanga | Asimbonanga |
| Asimbonang 'umfowethu thina (we have not seen our brother) | Umfowethu Asimbonang 'thina (não vimos nosso irmão) |
| Laph'ekhona (in the place where he is) | Laph'ekhona (no lugar onde ele está) |
| Laph'wafela khona (in the place where he died) | Laph'wafela Khona (no lugar onde ele morreu) |
| Hey wena (hey you!) | Hey wena (hey você!) |
| Hey wena nawe (hey you and you as well) | Hey wena nawe (hey você e você também) |
| Siyofika nini la' siyakhona (when will we arrive at our destination) | Siyakhona Siyofika nini la "(quando é que vamos chegar ao nosso destino) |
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Um dia lá chegaremos...
Um dia, lá chegaremos...
-Vai-se já embora? - perguntou o velho que também já se levantara. - É seguramente a minha conversa que o afasta. Lamento imenso.Tinha ainda muitas coisas para lhe dizer. O senhor é da Misericórdia ou da Junta de Freguesia, não é?
-Não, já lhe disse duas vezes que sou da Segurança Social. - disse o técnico especializado, que já estava com uma dor de cabeça com o esforço que fizera para o escutar.
Apesar desta confirmação, o velho recapitulou mais uma vez o que dissera.
O técnico num movimento resoluto colocou a mão no casaco, sem chegar a decidir-se a enfiar no bolso. Uma forma de lhe demonstrar, que chegou a hora de se ir embora. O ar livre estava ali mesmo a dois passos e ansiava virar as costas.
- O senhor compreendeu o fundo do problema - disse o velho rapidamente.
- Sem dúvida que sim, mas o senhor recusa-se a tomar uma decisão respeitante às minhas propostas.
Entre as vantagens e os inconvenientes, existe uma diferença colossal. Eu não o quero pressionar, mas neste caso, também não se deve perder muito tempo. Voltarei em breve - disse o técnico e, subitamente resolvido, estendeu a mão ao velho, de seguida precipitou-se para a porta.
-Deverá cumprir a sua palavra - disse o velho que não o acompanhara -, de outro modo esta visita não teria qualquer sentido.
- Tenho muitos casos neste bairro, irá levar o seu tempo, mas tenho a certeza de que continuar à espera do seu sobrinho, não será a melhor solução para si! - respondeu secamente o técnico, já com os raios de sol a ofuscar-lhe os olhos e ao mesmo tempo pensou que quase esquecera, estava um belo dia!
O velho ainda de costas, baixou a guarda e num tom de completa resignação, lançou para o ar um último desabafo.
- Um dia também lá chegarás...- e uma lágrima recorrente, correu-lhe pela face.
- Peço desculpa, não percebi? - disse o técnico, mais uma vez aproximando-se da sombra e um pouco confuso.
- Deixe lá... Boa tarde...com sua licença. - Bateu a porta e acto contínuo, sentou-se mais uma vez naquele sofá coçado. Levantou o olhar pesaroso, admirou mais uma vez as "testemunhas" naquela parede, transformadas em fotografias de outras épocas. Parece que foi ontem, mas todos partiram. Todos, raios me partam!!
-Vai-se já embora? - perguntou o velho que também já se levantara. - É seguramente a minha conversa que o afasta. Lamento imenso.Tinha ainda muitas coisas para lhe dizer. O senhor é da Misericórdia ou da Junta de Freguesia, não é?
-Não, já lhe disse duas vezes que sou da Segurança Social. - disse o técnico especializado, que já estava com uma dor de cabeça com o esforço que fizera para o escutar.
Apesar desta confirmação, o velho recapitulou mais uma vez o que dissera.
O técnico num movimento resoluto colocou a mão no casaco, sem chegar a decidir-se a enfiar no bolso. Uma forma de lhe demonstrar, que chegou a hora de se ir embora. O ar livre estava ali mesmo a dois passos e ansiava virar as costas.
- O senhor compreendeu o fundo do problema - disse o velho rapidamente.
- Sem dúvida que sim, mas o senhor recusa-se a tomar uma decisão respeitante às minhas propostas.
Entre as vantagens e os inconvenientes, existe uma diferença colossal. Eu não o quero pressionar, mas neste caso, também não se deve perder muito tempo. Voltarei em breve - disse o técnico e, subitamente resolvido, estendeu a mão ao velho, de seguida precipitou-se para a porta.
-Deverá cumprir a sua palavra - disse o velho que não o acompanhara -, de outro modo esta visita não teria qualquer sentido.
- Tenho muitos casos neste bairro, irá levar o seu tempo, mas tenho a certeza de que continuar à espera do seu sobrinho, não será a melhor solução para si! - respondeu secamente o técnico, já com os raios de sol a ofuscar-lhe os olhos e ao mesmo tempo pensou que quase esquecera, estava um belo dia!
O velho ainda de costas, baixou a guarda e num tom de completa resignação, lançou para o ar um último desabafo.
- Um dia também lá chegarás...- e uma lágrima recorrente, correu-lhe pela face.
- Peço desculpa, não percebi? - disse o técnico, mais uma vez aproximando-se da sombra e um pouco confuso.
- Deixe lá... Boa tarde...com sua licença. - Bateu a porta e acto contínuo, sentou-se mais uma vez naquele sofá coçado. Levantou o olhar pesaroso, admirou mais uma vez as "testemunhas" naquela parede, transformadas em fotografias de outras épocas. Parece que foi ontem, mas todos partiram. Todos, raios me partam!!
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Terceira Idade
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Um deserto de ideias!
Os senhores do governo, conseguem explicar, qual a vantagem de esvaziar o interior do País?
Todos os dias, temos notícias de que uma determinada repartição das finanças irá fechar portas em Idanha-à-Nova, depois são os serviços do Centro de Saúde de Alcoutim que vão ser transferidos para a cidade mais próxima, a seguir é o posto dos Correios que decidiram encerrar em Vila Velha de Ródão, o tribunal que fecha em Oleiros, a maternidade de Elvas, que agora é em ...Badajoz, etc... A este quadro, junta-se o eterno problema da falta de empregos, do envelhecimento galopante das populações, o clima mais agreste, o declínio abrupto da taxa de natalidade, isto só para enumerar algumas das razões deste fenómeno preocupante. Se nesta imagem de incentivos a uma demografia cada vez mais desequilibrada, conseguirmos encontrar, uma ou outra iniciativa, para fixar as populações no interior, a isso se deve, muitas vezes a estudos levados a cabo por Universidades locais, que depois tratam de chamar a atenção dos decisores costumeiros, os agentes políticos. Geralmente,as conclusões destes trabalhos são arrumados nas gavetas.
Quantas vezes, temos oportunidade de visitar por alguns dias, muitos destes locais e deparamo-nos com um paradoxo absoluto. Por um lado, apreciamos naturalmente a beleza intrínseca destes lugares, mas por outro, sentimos o desolamento destas populações envelhecidas, que são deixadas à sua sorte, pelo poder central. Temos assistido, que os euros do Terreiro do Paço, já não chegam às autarquias como costumava acontecer e os subsídios da Europa, são cada vez mais escassos, portanto os edis camarários juntam a sua voz de protesto com o clamor das populações, de forma a chamarem a atenção para este drama, que muitos teimam em não escutar. Afinal de contas, ainda existiam algumas infraestruturas que poderiam tornar a vida destas pessoas um pouco mais fácil, mas ultimamente, só quem têm muito amor à terra ou quem já não têm força de recomeçar uma vida nova, continua a ficar. Meus senhores, a verdadeira noção de tragédia humana, muitas vezes encontra-se no que significa para estas populações a frase, ter que ficar!!
Todos os dias, temos notícias de que uma determinada repartição das finanças irá fechar portas em Idanha-à-Nova, depois são os serviços do Centro de Saúde de Alcoutim que vão ser transferidos para a cidade mais próxima, a seguir é o posto dos Correios que decidiram encerrar em Vila Velha de Ródão, o tribunal que fecha em Oleiros, a maternidade de Elvas, que agora é em ...Badajoz, etc... A este quadro, junta-se o eterno problema da falta de empregos, do envelhecimento galopante das populações, o clima mais agreste, o declínio abrupto da taxa de natalidade, isto só para enumerar algumas das razões deste fenómeno preocupante. Se nesta imagem de incentivos a uma demografia cada vez mais desequilibrada, conseguirmos encontrar, uma ou outra iniciativa, para fixar as populações no interior, a isso se deve, muitas vezes a estudos levados a cabo por Universidades locais, que depois tratam de chamar a atenção dos decisores costumeiros, os agentes políticos. Geralmente,as conclusões destes trabalhos são arrumados nas gavetas.
Quantas vezes, temos oportunidade de visitar por alguns dias, muitos destes locais e deparamo-nos com um paradoxo absoluto. Por um lado, apreciamos naturalmente a beleza intrínseca destes lugares, mas por outro, sentimos o desolamento destas populações envelhecidas, que são deixadas à sua sorte, pelo poder central. Temos assistido, que os euros do Terreiro do Paço, já não chegam às autarquias como costumava acontecer e os subsídios da Europa, são cada vez mais escassos, portanto os edis camarários juntam a sua voz de protesto com o clamor das populações, de forma a chamarem a atenção para este drama, que muitos teimam em não escutar. Afinal de contas, ainda existiam algumas infraestruturas que poderiam tornar a vida destas pessoas um pouco mais fácil, mas ultimamente, só quem têm muito amor à terra ou quem já não têm força de recomeçar uma vida nova, continua a ficar. Meus senhores, a verdadeira noção de tragédia humana, muitas vezes encontra-se no que significa para estas populações a frase, ter que ficar!!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Sinais positivos.
Estes Sinais de que vos falo hoje, são Sinais positivos. A rádio sempre me fascinou, aliás tenho vicio de ouvir rádio. Sou adepto convicto de todas as avançadas tecnologias que nos vão invadindo o quotidiano, mas o apego às ondas hertzianas, nunca o deixei para trás. Tirando partido dessas mesmas, novas tecnologias e através de podcast, estas crónicas da TSF, da autoria de Fernando Alves, é um dos meus eleitos. Todos os dias de manhã, este "senhor" jornalista, oferenda-nos uns minutos de puro deleite na Telefonia Sem Fios.
Estas crónicas versam variadíssimos temas da nossa sociedade, tendo um ponto comum a todas elas, um refinado critério de dados que se cruzam e produzem textos de uma qualidade inequívoca. É sempre um prazer ouvir as suas crónicas, também porque revelam uma total imparcialidade em relação aos poderes instituídos. Um valor que eu cada vez mais prezo, devido a formatação da nossa comunicação social, aonde os grandes grupos económicos, estão quase sempre ligados às administrações dos respectivos difusores de notícias.
Fernando Alves, merece a nossa atenção pelo simples facto de conseguir ser imparcial e justo na forma como trata os temas e alia esse aspecto à qualidade dos seus textos. Aqui fica o convite:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=3502765
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Milagre económico!?
-Milagre económico!!!
Num dia vamos para a cama com o peso da crise e da recessão às costas e no outro dia de manhã, acordamos com um milagre económico!?
A manipulação dos números passou a ser uma ocupação a tempo inteiro deste executivo. Quem tiver umas breves noções de economia, será fácil de entender que depressa se chega do copo meio vazio ao copo meio cheio, basta observarmos um mesmo assunto sobre um prisma diferente.
Passos Coelho e seus pares acabam de verificar, que a Irlanda termina o seu período de resgate, sem necessidade nenhuma de um programa cautelar ou outra espécie de ajuda. Por outro lado, estamos a 6 meses de começar a depender de nós próprios e as perspectivas de sucesso, são cada vez mais pessimistas, porque simplesmente, ao contrário dos irlandeses, nós não temos aqui ao lado uma potência como a Inglaterra para "amortecer" as nossas possíveis falhas. Nós sabemos deste facto,mas temos notado,o esforço que o reputado especialista em comunicação, Paulo Portas têm envidado, para que os seus correlegionários, ponham ênfase nas declarações quanto à recuperação e aos sinais tímidos de recuperação. Pelo simples facto da Irlanda ter tido um aparente sucesso nas medidas de austeridade que impôs ao seu povo, não quer dizer que o mesmo aconteça em Portugal. São duas realidades bastante diferentes que no entanto, não lhes interessa comentar. Interessa-lhes, isso sim, salientar que não somos a Grécia!!
Entretanto a par da expectativa, quanto às decisões que irão chegar do Palácio Ratton junta-se agora a dança dos números. São muitas fontes, diferentes cálculos e todos os dias temos uma notícia de última hora para animar os vários órgãos de comunicação social. Hoje é o défice, amanhã o desemprego, depois a evolução das exportações, etc... e nisto tudo os portuguesinhos assistem confusos, impávidos e serenos. Como sempre...
Num dia vamos para a cama com o peso da crise e da recessão às costas e no outro dia de manhã, acordamos com um milagre económico!?
A manipulação dos números passou a ser uma ocupação a tempo inteiro deste executivo. Quem tiver umas breves noções de economia, será fácil de entender que depressa se chega do copo meio vazio ao copo meio cheio, basta observarmos um mesmo assunto sobre um prisma diferente.
Passos Coelho e seus pares acabam de verificar, que a Irlanda termina o seu período de resgate, sem necessidade nenhuma de um programa cautelar ou outra espécie de ajuda. Por outro lado, estamos a 6 meses de começar a depender de nós próprios e as perspectivas de sucesso, são cada vez mais pessimistas, porque simplesmente, ao contrário dos irlandeses, nós não temos aqui ao lado uma potência como a Inglaterra para "amortecer" as nossas possíveis falhas. Nós sabemos deste facto,mas temos notado,o esforço que o reputado especialista em comunicação, Paulo Portas têm envidado, para que os seus correlegionários, ponham ênfase nas declarações quanto à recuperação e aos sinais tímidos de recuperação. Pelo simples facto da Irlanda ter tido um aparente sucesso nas medidas de austeridade que impôs ao seu povo, não quer dizer que o mesmo aconteça em Portugal. São duas realidades bastante diferentes que no entanto, não lhes interessa comentar. Interessa-lhes, isso sim, salientar que não somos a Grécia!!
Entretanto a par da expectativa, quanto às decisões que irão chegar do Palácio Ratton junta-se agora a dança dos números. São muitas fontes, diferentes cálculos e todos os dias temos uma notícia de última hora para animar os vários órgãos de comunicação social. Hoje é o défice, amanhã o desemprego, depois a evolução das exportações, etc... e nisto tudo os portuguesinhos assistem confusos, impávidos e serenos. Como sempre...
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Devaneios ortocromáticos IV.
*Casa de Gaudi- Barcelona,2011.
*Lagoa Azul -Serra de Sintra,2010
*Ciutat Vella-Barcelona, 2011
* Cabo do Sardão, 2009
* Convento de Cristo- Tomar, 2009
*Serra de Sintra, 2009
* Monsanto, 2011
* Ericeira, 2009
* Costa da Caparica, 2007
*Ruínas do Carmo- Lisboa, 2010
*Lagoa Azul -Serra de Sintra,2010
*Ciutat Vella-Barcelona, 2011
* Cabo do Sardão, 2009
* Convento de Cristo- Tomar, 2009
*Serra de Sintra, 2009
* Monsanto, 2011
* Ericeira, 2009
* Costa da Caparica, 2007
*Ruínas do Carmo- Lisboa, 2010
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Não vale a pena!
Quando o 25 de Abril chegou, eu ainda era uma criança. Eu não tinha noção de estar a viver um dia histórico, que iria mudar a minha vida para sempre. Depois, aos poucos, fui-me apercebendo, do que seria viver neste País, durante a ditadura?? -Teria eu capacidade e discernimento para acordar todas as manhãs e clandestinamente lutar por um amanhã, sem censuras, sem grilhetas, sem medo de dizer aquilo que me ia na alma, por um país aonde não fosse necessário...esconder-me?
-Depois desta introdução e chegados a este "doloroso" momento, começo a ter tendências para algumas comparações, um pouco difíceis de classificar. O que será pior para Portugal, uma ditadura declarada ou uma democracia "disfarçada"?- Sim, porque contra uma ditadura, é "legitimo" que se lute por uma democracia, com os seus alicerces basilares, bem assentes na terra, como por exemplo o cumprimento escrupuloso de uma Constituição escolhida e aprovada por unanimidade! -E contra uma democracia "disfarçada", o que fazer?
Respondendo a esta questão, poderíamos por exemplo, recorrer ás inúmeras ferramentas de comunicação, que temos à mão e passar a palavra, incentivando as pessoas a virem para a rua, lutarem pelos seus direitos básicos, lutarem pela sua própria dignidade, constituírem movimentos cívicos que nos protegessem da voracidade destas novas leis...Ah!!! Desculpem, nós já fizemos isso no passado recente. Não resultou e ainda por cima apelidaram-nos de minorias. "Eles", no entanto, seguiram em frente com esta democracia do "faz de conta". Os muitos que já fizeram ouvir as suas vozes, estão agora cansados e desanimados, porque cada vez são menos. Dizem agora, alarvemente, NÃO VALE A PENA!!!
NÃO VALE A PENA, é das expressões que tenho escutado, a que mais interessa, aos senhores que todos os dias nos tiram um pouco mais da nossa dignidade. Termino, recordando aquilo que ainda hoje ouvi da boca de um músico grego, perante o assalto da polícia às instalações da televisão estatal grega, de forma a desocupar os estúdios, dos muitos trabalhadores resistentes, que ainda ali permaneciam:
..."Um famoso cantor grego, Vasilis Papakonstantinou, um dos primeiros a chegar esta manhã em solidariedade, declarava:
-Depois desta introdução e chegados a este "doloroso" momento, começo a ter tendências para algumas comparações, um pouco difíceis de classificar. O que será pior para Portugal, uma ditadura declarada ou uma democracia "disfarçada"?- Sim, porque contra uma ditadura, é "legitimo" que se lute por uma democracia, com os seus alicerces basilares, bem assentes na terra, como por exemplo o cumprimento escrupuloso de uma Constituição escolhida e aprovada por unanimidade! -E contra uma democracia "disfarçada", o que fazer?
Respondendo a esta questão, poderíamos por exemplo, recorrer ás inúmeras ferramentas de comunicação, que temos à mão e passar a palavra, incentivando as pessoas a virem para a rua, lutarem pelos seus direitos básicos, lutarem pela sua própria dignidade, constituírem movimentos cívicos que nos protegessem da voracidade destas novas leis...Ah!!! Desculpem, nós já fizemos isso no passado recente. Não resultou e ainda por cima apelidaram-nos de minorias. "Eles", no entanto, seguiram em frente com esta democracia do "faz de conta". Os muitos que já fizeram ouvir as suas vozes, estão agora cansados e desanimados, porque cada vez são menos. Dizem agora, alarvemente, NÃO VALE A PENA!!!
NÃO VALE A PENA, é das expressões que tenho escutado, a que mais interessa, aos senhores que todos os dias nos tiram um pouco mais da nossa dignidade. Termino, recordando aquilo que ainda hoje ouvi da boca de um músico grego, perante o assalto da polícia às instalações da televisão estatal grega, de forma a desocupar os estúdios, dos muitos trabalhadores resistentes, que ainda ali permaneciam:
..."Um famoso cantor grego, Vasilis Papakonstantinou, um dos primeiros a chegar esta manhã em solidariedade, declarava:
"Estou tão feliz! É uma manhã maravilhosa! Finalmente posso experimentar uma nova ditadura. Durante a junta de Metaxas não era ainda nascido, durante a junta de Papadopoulos era apenas uma criança. Finalmente posso experimentar uma junta!...”
domingo, 27 de outubro de 2013
Just a perfect day.
"...Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it´s such fun..."
Não me esqueço nunca, da sua face pintada num palco de Paris, aonde, sentado pegava no microfone, desmontando toda a solenidade de um Olympia, todo ele muito formal. Este compositor, guitarrista, cantor e líder dos Velvet Underground, deu aqui um espectáculo memorável e tal como na sua vida, sempre calcorreou o lado mais selvagem... A sua zona de conforto, como agora se costuma dizer, era a provocação constante dos tabus implantados pela sociedade que o rodeava.
Lou Reed, is still walking on the wild side... forever!
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Um herói anónimo.
Mais um episódio surreal, sobre o destino de muitos milhares de euros que o Governo tenta todos os dias, aliviar dos nossos bolsos. Só que desta vez, no meio da embrulhada, existe um "herói!"
Tudo têm o seu inicio, numa inauguração do Hospital Pediátrico de Coimbra em 2011. Nessa obra, foram gastos 27 milhões de euros, com uma derrapagem de 10 milhões, devido a um alegado curso de água, que supostamente passava no subsolo do terreno adjacente à obra, mais a rocha que encontraram e tiveram de usar explosivos para resolver o assunto. Custos acrescidos, que já fazem parte destes negócios, entre o Estado e uma qualquer empresa de construção, neste caso, a Somague.
Durante o decorrer da construção do edifício, é normal nesta área, existirem inspecções, levadas a cabo pela Inspecção Geral das Actividades e Saúde. Um senhor de nome, João Costa da Silva, escreveu vários relatórios, para esta entidade, revelando que existiam deficiências graves na forma como a empresa estava a levar a cabo, os seus trabalhos. Tal como a inexistência de qualquer curso de água ou ao facto de terem encontrado terreno rochoso. Este engenheiro, sabe-se lá porquê(?), foi proibido de entrar mais na obra, tal como lhe foi retirada a possibilidade de mexer mais nesse dossier. Apesar desse facto, este técnico de construção civil, enviou um relatório ao Tribunal de Contas em 2011, descrevendo o processo desde o inicio e justificando o seu acto, como um dever cívico. Um dever que se sobrepunha a toda a corrupção e a burla evidente, que minou este processo desde o inicio e que ele, testemunhando-o, tinha a obrigação moral de o denunciar.
Passados, exactamente dois anos, temos a notícia de um Hospital, com problemas muito sérios de construção, graves ao ponto de ter que encerrar. Naturalmente, a Policia Judiciária, está no terreno e procede-se agora a uma investigação que naturalmente irá terminar lá para as calendas... Para já, são mais 5 milhões para "tapar os buracos" e dessa forma, encarecer uma obra já de si, muito dispendiosa.
Esta mesma Inspecção Geral da Saúde, está agora, mais preocupada em elaborar relatórios difamatórios, acerca do estado da Maternidade Alfredo da Costa, porque naturalmente este Governo deu indicações, que precisam de mais algumas razões para encerrar, o quanto antes, esse edifício. Uma espécie de obsessão do senhor Ministro da Saúde, que relativizou, todos os pareceres técnicos, para agir de forma contrária.
Este nosso "herói", não deveria ser uma excepção, mas sim a regra, num País, cada vez mais corroído por estas negociatas, que custam sempre mais, aos que menos a poderiam suportar.
Tudo têm o seu inicio, numa inauguração do Hospital Pediátrico de Coimbra em 2011. Nessa obra, foram gastos 27 milhões de euros, com uma derrapagem de 10 milhões, devido a um alegado curso de água, que supostamente passava no subsolo do terreno adjacente à obra, mais a rocha que encontraram e tiveram de usar explosivos para resolver o assunto. Custos acrescidos, que já fazem parte destes negócios, entre o Estado e uma qualquer empresa de construção, neste caso, a Somague.
Durante o decorrer da construção do edifício, é normal nesta área, existirem inspecções, levadas a cabo pela Inspecção Geral das Actividades e Saúde. Um senhor de nome, João Costa da Silva, escreveu vários relatórios, para esta entidade, revelando que existiam deficiências graves na forma como a empresa estava a levar a cabo, os seus trabalhos. Tal como a inexistência de qualquer curso de água ou ao facto de terem encontrado terreno rochoso. Este engenheiro, sabe-se lá porquê(?), foi proibido de entrar mais na obra, tal como lhe foi retirada a possibilidade de mexer mais nesse dossier. Apesar desse facto, este técnico de construção civil, enviou um relatório ao Tribunal de Contas em 2011, descrevendo o processo desde o inicio e justificando o seu acto, como um dever cívico. Um dever que se sobrepunha a toda a corrupção e a burla evidente, que minou este processo desde o inicio e que ele, testemunhando-o, tinha a obrigação moral de o denunciar.
Passados, exactamente dois anos, temos a notícia de um Hospital, com problemas muito sérios de construção, graves ao ponto de ter que encerrar. Naturalmente, a Policia Judiciária, está no terreno e procede-se agora a uma investigação que naturalmente irá terminar lá para as calendas... Para já, são mais 5 milhões para "tapar os buracos" e dessa forma, encarecer uma obra já de si, muito dispendiosa.
Esta mesma Inspecção Geral da Saúde, está agora, mais preocupada em elaborar relatórios difamatórios, acerca do estado da Maternidade Alfredo da Costa, porque naturalmente este Governo deu indicações, que precisam de mais algumas razões para encerrar, o quanto antes, esse edifício. Uma espécie de obsessão do senhor Ministro da Saúde, que relativizou, todos os pareceres técnicos, para agir de forma contrária.
Este nosso "herói", não deveria ser uma excepção, mas sim a regra, num País, cada vez mais corroído por estas negociatas, que custam sempre mais, aos que menos a poderiam suportar.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Ora, sai um Pires de hipocrisia para a mesa do canto...da Europa!
"Sou um soldado disciplinado e leal deste Governo", afirmou o Ministro da Economia, ao ser confrontado com a continuação da taxa de 23%, na restauração. Eu diria melhor, se estivesse no lugar dele, diria...Sou um político de convicções e como tal, este "tacho" dá-me um jeitão!
Pires de Lima, antes de chegar ao Governo, estava na UNICER e de vez em quando, mandava uns bitaites cá para fora, armado em valente. Só que pelos vistos, a coragem de assumir as suas posições, ficaram à porta do Conselho de Ministros.
O Álvaro, o seu antecessor, não percebia nada do jogo político, andou ocupado lá pelo Canadá e sentia-se perdido naqueles meandros da politiquice corriqueira. Ria-se, distraído, dos próprios colegas do Governo, lançava umas piadas, exemplo, a exportação dos pastéis de Belém, chegou a aventurar-se na taxação do sector energético, mas perdeu logo um Secretário do Estado e apanhou juízo!!
Mas este senhor, sabe bem ao que vinha. Têm a lição estudada, ponderou muito bem o chão que ia pisar. Afirmações sobre o estilo agressivo do anterior Ministro das Finanças e do Primeiro Ministro, em relação ao PS. Também sobre a oportunidade perdida pelo Governo, quando Relvas saiu do executivo, de remodelar também o Ministro da Economia (já se estava a fazer ao cargo, nesta altura???), de forma a reestruturar a dinâmica do Ministério, (talvez por causa disso mesmo, aquando da posse de Pires de Lima, o Álvaro, nem pôs lá os pés) e finalmente em relação aos 23% da restauração, intenção que foi diversas vezes repetida, como sendo um dos objectivos pessoais para o Orçamento de 2014. Tudo isso, foram afirmações num contexto diferente e antes de chegar ao executivo. Em suma, este senhor do CDS, que ficou com um Ministério "vazio", dado que lhe retiraram, uma série de competências, fez parte de um "acordo" para ver se Passos Coelho "aguentava" o barco e para o Portas conceder protelar o fim desta coligação. A sua hipocrisia é justificada pela necessidade de ser ...Ministro da Economia!
Pires de Lima, antes de chegar ao Governo, estava na UNICER e de vez em quando, mandava uns bitaites cá para fora, armado em valente. Só que pelos vistos, a coragem de assumir as suas posições, ficaram à porta do Conselho de Ministros.
O Álvaro, o seu antecessor, não percebia nada do jogo político, andou ocupado lá pelo Canadá e sentia-se perdido naqueles meandros da politiquice corriqueira. Ria-se, distraído, dos próprios colegas do Governo, lançava umas piadas, exemplo, a exportação dos pastéis de Belém, chegou a aventurar-se na taxação do sector energético, mas perdeu logo um Secretário do Estado e apanhou juízo!!
Mas este senhor, sabe bem ao que vinha. Têm a lição estudada, ponderou muito bem o chão que ia pisar. Afirmações sobre o estilo agressivo do anterior Ministro das Finanças e do Primeiro Ministro, em relação ao PS. Também sobre a oportunidade perdida pelo Governo, quando Relvas saiu do executivo, de remodelar também o Ministro da Economia (já se estava a fazer ao cargo, nesta altura???), de forma a reestruturar a dinâmica do Ministério, (talvez por causa disso mesmo, aquando da posse de Pires de Lima, o Álvaro, nem pôs lá os pés) e finalmente em relação aos 23% da restauração, intenção que foi diversas vezes repetida, como sendo um dos objectivos pessoais para o Orçamento de 2014. Tudo isso, foram afirmações num contexto diferente e antes de chegar ao executivo. Em suma, este senhor do CDS, que ficou com um Ministério "vazio", dado que lhe retiraram, uma série de competências, fez parte de um "acordo" para ver se Passos Coelho "aguentava" o barco e para o Portas conceder protelar o fim desta coligação. A sua hipocrisia é justificada pela necessidade de ser ...Ministro da Economia!
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
A Ponte a pé!
Arménio Carlos, quis desta vez, mexer um pouco nas regras do jogo e atravessar as pontes emblemáticas, nas duas principais cidades do País. Esta decisão, está a provocar celeuma, porque o Instituto de Segurança da Ponte, desaconselha este tipo de iniciativas, invoca "diversos riscos". A CGTP não compreende estes entraves, já que ali se realizam vários eventos de cariz desportivo e porque a própria estrutura sindical adoptou várias medidas, para que a manifestação se desenrolasse de uma forma segura. Entretanto, o assunto já está nas mãos das Câmaras de Lisboa e Almada, que irão emitir os seus pareceres.
A Ponte 25 de Abril, já teve vários episódios, principalmente a seguir à Revolução dos Cravos, que produziam capas de jornal. Longas horas de espera em cima do tabuleiro, porque no chamado "garrafão", o MFA tentava revistar minuciosamente as bagageiras dos carros, à procura de armamento. Períodos muito conturbados, que parece, pairam ainda sobre algumas mentes. Cavaco, também ainda não esqueceu, de certeza, o famoso buzinão , que tantos pesadelos lhe deve ter provocado. Existem, medos no ar!
Enquanto, nas provas desportivas, existem patrocinadores que garantem a receita, que a Lusoponte perde naquelas horas, neste caso, eles não estão preocupados com o controle de multidões ou outro tipo de questões de segurança. Eles estão preocupados é com os euros que deixam de cair na bolsa a cada segundo que passa.
Termino, lembrando algo que Gandhi, afirmou um dia...."a função da resistência civil é provocar reacção. Vamos continuar a provocar... até que reajam ou mudem as leis. Eles não controlam. Nós controlamos!
-Esta é a força da resistência civil..."
Até hoje, o povo português, neste período em que estamos sob a alçada da Troika, nunca soube organizar-se, de forma,a dar entender a meia dúzia de pessoas, que aqueles que sofrem na pele, o resultado de todas estas medidas penalizadoras, são muitos, e essa força unida, era de certeza suficiente para percorrermos outros caminhos.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
A arrogância do Poder.
Após, mais uma noite de eleições autárquicas, estou com uma ambiguidade genuína de sentimentos. Por um lado, tenho a sensação nítida que os portuguesinhos, meus vizinhos, optaram pela pior opção à Câmara de Oeiras. Por outro, a CDU recuperou muitas das edilidades, principalmente na zona do Alentejo, que tinham perdido à 4 anos e, na minha opinião, é uma forma de se homenagear Urbano Tavares Rodrigues, um comunista alentejano, desaparecido recentemente.
Quanto à primeira questão, quero acreditar que Paulo Vistas irá interpretar da melhor forma, as ideias que Isaltino, atrás das grades, lhe irá ditar. Quando, o provado corrupto sair em liberdade, a população de Oeiras encarregar-se-á de o levar em ombros até ao seu lugar cativo. Quem vive em Oeiras, têm frequentemente a sensação de existir uma "rede" (para não colocar o adjectivo mais correcto, de forma a não ferir certas susceptibilidades) montada, por trás deste senhor. As conexões, são extensas e a forma como ele deixou a teia montada (teve muito tempo, antes de ser justamente encarcerado!), está a resultar em pleno. O "fantoche," agora eleito, não é melhor, nem pior do que o seu adversário do PSD, Moita Flores, mas a sua eleição, revela, que deveria ser feito, um estudo aprofundado na área da Ciência Política, neste Concelho, para que pudéssemos compreender este fenómeno, no minimo, estranho da nossa democracia.
Quanto ao número de Câmaras conquistadas pela CDU, na margem Sul, eu aproveito, para prestar uma homenagem (tardia é certo) a um grande escritor português. Um alentejano, que recordo, quando recebeu o Prémio Fernando Namora, (seu amigo pessoal) disse em entrevista ao Jornal de Letras. A questão era a seguinte. ..."Que mais gosta, ainda, de infringir?..." Ele respondeu, e passo a citar:
...."A arrogância do Poder. Gosto de a combater..." Uma forma de pensar, que nos tempos que correm, ficaria muito bem, a muitos portuguesinhos que continuam a ter na hipocrisia, uma certa zona de conforto e de estar. Já agora, para estes mesmos senhores, recordaria uma outra passagem desta mesma entrevista, sobre a nossa responsabilidade, enquanto cidadãos:
U
Quanto à primeira questão, quero acreditar que Paulo Vistas irá interpretar da melhor forma, as ideias que Isaltino, atrás das grades, lhe irá ditar. Quando, o provado corrupto sair em liberdade, a população de Oeiras encarregar-se-á de o levar em ombros até ao seu lugar cativo. Quem vive em Oeiras, têm frequentemente a sensação de existir uma "rede" (para não colocar o adjectivo mais correcto, de forma a não ferir certas susceptibilidades) montada, por trás deste senhor. As conexões, são extensas e a forma como ele deixou a teia montada (teve muito tempo, antes de ser justamente encarcerado!), está a resultar em pleno. O "fantoche," agora eleito, não é melhor, nem pior do que o seu adversário do PSD, Moita Flores, mas a sua eleição, revela, que deveria ser feito, um estudo aprofundado na área da Ciência Política, neste Concelho, para que pudéssemos compreender este fenómeno, no minimo, estranho da nossa democracia.
Quanto ao número de Câmaras conquistadas pela CDU, na margem Sul, eu aproveito, para prestar uma homenagem (tardia é certo) a um grande escritor português. Um alentejano, que recordo, quando recebeu o Prémio Fernando Namora, (seu amigo pessoal) disse em entrevista ao Jornal de Letras. A questão era a seguinte. ..."Que mais gosta, ainda, de infringir?..." Ele respondeu, e passo a citar:
...."A arrogância do Poder. Gosto de a combater..." Uma forma de pensar, que nos tempos que correm, ficaria muito bem, a muitos portuguesinhos que continuam a ter na hipocrisia, uma certa zona de conforto e de estar. Já agora, para estes mesmos senhores, recordaria uma outra passagem desta mesma entrevista, sobre a nossa responsabilidade, enquanto cidadãos:
..." E que sentido tem a nossa vida?, que
responsabilidade não será amanhã a nossa se ficarmos quietinhos a assistir ao
descalabro, nesta grande prisão de gente bem comportada, que é, aos mesmo
tempo, o palco de uma peça de Ionesco, onde se tomam a sério as maiores
imbecilidades e o bem se confunde a todo o momento com a injustiça, com a
hipocrisia?!...”
U
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O cartaz da autarquia.
Caminhamos inexoravelmente para o segundo resgate, mas o folclore das autárquicas está montado e promete galhofa da boa nos próximos dias. Não temos muitas razões para o riso, mas nesta semana, vale tudo. Ainda não vi o Paulinho das feiras, nas ditas, talvez porque o seu estatuto (e vergonha na cara?) assim o impeçam, mas já reparei que este ano os inúmeros candidatos esmeraram-se nos cartazes. Temos para todos os gostos e feitios, da esquerda à direita, do independente ao envergonhado autarca social democrata, que coloca o símbolo do partido , muito disfarçado, a um canto do placar, até mesmo, ao presidente da freguesia que lança descontos com o patrocínio da empresa X. Vale tudo, para atrair atenção dos portuguesinhos. Na falta de debates televisivos ou "tesourinhos deprimentes", temos umas envergonhadas arruadas e estes esclarecedores cartazes.
Nos últimos tempos tivemos também um festival de comédia, com as peripécias da interpretação da lei de limitação dos mandatos dos autarcas. Lamento dizer, mas da esquerda à direita, também neste caso, só o Bloco não entrou nesta pouca vergonha, porque realmente a dita interpretação, só revela um apego desmesurado dos partidos políticos ao "tacho" gostoso. Como a confusão do "de" ou "da", veio baralhar os tribunais na tomada de decisões, quem saiu a ganhar, mais uma vez, com esta aberração jurídica, foram os que sempre tiveram o poder nas autarquias locais, quem perdeu mais uma vez?- Exactamente, o povo e a dita democracia. Os partidos tiveram mais do que tempo, para esclarecer esta embrulhada, mas não o fizeram porque conscientemente sabiam do epílogo da questão e que esta beneficiaria os seus compadres.
Por estas e por outras, não vou exercer o meu direito de voto, porque conscientemente, nenhum candidato, na câmara ou freguesia local, mostrou vontade de ocupar a edilidade, sem que tenha o único propósito de encher os bolsos, à imagem de Isaltino Morais, que acabou por ser, (milagre!!?) "engavetado".
Nos últimos tempos tivemos também um festival de comédia, com as peripécias da interpretação da lei de limitação dos mandatos dos autarcas. Lamento dizer, mas da esquerda à direita, também neste caso, só o Bloco não entrou nesta pouca vergonha, porque realmente a dita interpretação, só revela um apego desmesurado dos partidos políticos ao "tacho" gostoso. Como a confusão do "de" ou "da", veio baralhar os tribunais na tomada de decisões, quem saiu a ganhar, mais uma vez, com esta aberração jurídica, foram os que sempre tiveram o poder nas autarquias locais, quem perdeu mais uma vez?- Exactamente, o povo e a dita democracia. Os partidos tiveram mais do que tempo, para esclarecer esta embrulhada, mas não o fizeram porque conscientemente sabiam do epílogo da questão e que esta beneficiaria os seus compadres.
Por estas e por outras, não vou exercer o meu direito de voto, porque conscientemente, nenhum candidato, na câmara ou freguesia local, mostrou vontade de ocupar a edilidade, sem que tenha o único propósito de encher os bolsos, à imagem de Isaltino Morais, que acabou por ser, (milagre!!?) "engavetado".
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Homenagem à hipocrisia!
Em Portugal estamos "anestesiados" com a musiquinha da recuperação económica, mas lá por terras de Vera Cruz, continuam a não esquecer a razão do abandono de milhares de jovens, porque as oportunidades escasseavam e continuam a ser cada vez piores, apesar da divulgação da descida da taxa de desemprego em algumas.....décimas!!!!!!!!!!
Tenham VERGONHA, ao menos deixem passar algum tempo, antes de fazerem estas homenagens hipócritas!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Cinemateca a conta gotas.
Eu já receava esta notícia à muito tempo, mas cada vez que a ouço, fico triste por viver,....aqui!
Aqui, aonde a cultura é sempre o parente pobre.
Aqui, aonde em particular, uma das minhas paixões, é maltratada, sem se saber o porquê?
Aqui, aonde a Secretaria do Estado da Cultura faz sempre figura de corpo presente, num Governo com as prioridades viradas do avesso.
Aqui, aonde não se importam de fechar portas a uma instituição que à 70 anos, simplesmente, nos mostra bom cinema.
Aqui, aonde fecham os olhos ao facto da nossa escassa produção de cinema, continuar a receber prémios internacionais e reconhecimento da qualidade do nosso trabalho.
Aqui, aonde, o mais velho realizador mundial, é português e as suas obras continuam a difundir a nossa identidade cultural aos quatro cantos do mundo.
Aqui, aonde, só por mero acaso, o filme mais visto nas salas de cinema este ano, é português!!!
Aqui, aonde, se enterram milhares de euros em fundações, institutos e observatórios fantasmas!
Na casa de Félix Ribeiro, os que aqui trabalham, vivem em sobressalto.Fecha hoje, fecha amanhã?
O ano passado, por esta altura, foram obrigados a abandonar as legendas dos filmes, por razões financeiras. Este ano, apesar de se ter apertado o cinto, Maria João Seixas, já não sabe para aonde se virar? - Neste momento chegou mais um balão de oxigénio. Mais 700 mil euritos, para aguentar o barco até ao final do ano. Depois logo se verá se a Cinemateca, não mergulhará num período de trevas?
A directora procura receitas, através de publicidade ou o surgimento de um qualquer mecenas, que consiga compreender a importância de manter estas portas abertas. Nem que fosse, pelo facto de sermos dignos desta herança que Luis de Pina e João Bénard da Costa nos legaram.
Aqui, aonde a cultura é sempre o parente pobre.
Aqui, aonde em particular, uma das minhas paixões, é maltratada, sem se saber o porquê?
Aqui, aonde a Secretaria do Estado da Cultura faz sempre figura de corpo presente, num Governo com as prioridades viradas do avesso.
Aqui, aonde não se importam de fechar portas a uma instituição que à 70 anos, simplesmente, nos mostra bom cinema.
Aqui, aonde fecham os olhos ao facto da nossa escassa produção de cinema, continuar a receber prémios internacionais e reconhecimento da qualidade do nosso trabalho.
Aqui, aonde, o mais velho realizador mundial, é português e as suas obras continuam a difundir a nossa identidade cultural aos quatro cantos do mundo.
Aqui, aonde, só por mero acaso, o filme mais visto nas salas de cinema este ano, é português!!!
Aqui, aonde, se enterram milhares de euros em fundações, institutos e observatórios fantasmas!
Na casa de Félix Ribeiro, os que aqui trabalham, vivem em sobressalto.Fecha hoje, fecha amanhã?
O ano passado, por esta altura, foram obrigados a abandonar as legendas dos filmes, por razões financeiras. Este ano, apesar de se ter apertado o cinto, Maria João Seixas, já não sabe para aonde se virar? - Neste momento chegou mais um balão de oxigénio. Mais 700 mil euritos, para aguentar o barco até ao final do ano. Depois logo se verá se a Cinemateca, não mergulhará num período de trevas?
A directora procura receitas, através de publicidade ou o surgimento de um qualquer mecenas, que consiga compreender a importância de manter estas portas abertas. Nem que fosse, pelo facto de sermos dignos desta herança que Luis de Pina e João Bénard da Costa nos legaram.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
André Kertész
Continuando com esta minha divulgação de mestres da fotografia, apresento hoje o húngaro, André Kertész. Nasceu em 1894, iniciou os seus estudos com vista a seguir uma carreira no universo das finanças, mas nos tempos livres, a fotografia era o seu passatempo favorito. De simples ócio, passou a prioridade, dando lugar a uma carreira de bastante sucesso. Mas antes,teve que calcorrear alguns degraus difíceis, primeiro na Europa e depois foi convidado por uma agência fotográfica nos Estados Unidos.
Em 1936, atravessou o Atlântico e apesar do surto repentino de revistas em Nova Iorque, a sua visão, personalidade e temperamento artístico, nunca encontrou estabilidade no fotojornalismo americano. Devido à impossibilidade de voltar à Europa devido ao eclodir da 2ª Guerra Mundial, Kértesz lutou para encontrar um trabalho estável como freelancer. Em 1947, conseguiu finalmente um lugar nos quadros da revista House&Garden, onde passou 15 anos a criar fotografias de arquitectura. Ele apelidou este período, como os "anos perdidos".
O garfo,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Em, 1962 e já com 68 anos, voltou novamente à Europa, nesta altura começou a produzir aquilo que mais gostava, imagens líricas impregnadas de perspicácia e conhecimento. A objectiva deslizava para o símbolo inanimado, realçando sombras, com gestos cada vez mais poéticos. Apelidaram-no de "poeta com uma câmara". Em 1963, a Biblioteca Nacional de Paris convidou-o a realizar uma mostra especial dos seus trabalhos. Foi assim que este mestre voltou a deambular por Montparnasse, com a Leica que usou durante toda a vida.
Os óculos e o cachimbo de Mondrian,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Quando realmente chegou o seu período áureo, a mulher de toda a sua vida, morre e atinge ferozmente a sua mais elementar inspiração. Regressa ao trabalho com uma Polaroid SX-70, carregado de dor e tristeza, algo que se traduz visivelmente na sua obra doravante.
Meudon,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Reconhecido como uma figura incontornável na história da fotografia, faleceu em 1985, com 91 anos. À data da sua morte, ainda era um fotógrafo activo e na memória de grandes académicos, continua a imagem de um homem que nunca desistiu de viver do suor do seu trabalho e ao mesmo tempo perseguindo a sua "estrofe perfeita".
Tulipa melancólica,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Em casa de Mondrian,André Kertész((1926)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
O garfo,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Em, 1962 e já com 68 anos, voltou novamente à Europa, nesta altura começou a produzir aquilo que mais gostava, imagens líricas impregnadas de perspicácia e conhecimento. A objectiva deslizava para o símbolo inanimado, realçando sombras, com gestos cada vez mais poéticos. Apelidaram-no de "poeta com uma câmara". Em 1963, a Biblioteca Nacional de Paris convidou-o a realizar uma mostra especial dos seus trabalhos. Foi assim que este mestre voltou a deambular por Montparnasse, com a Leica que usou durante toda a vida.
Os óculos e o cachimbo de Mondrian,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Quando realmente chegou o seu período áureo, a mulher de toda a sua vida, morre e atinge ferozmente a sua mais elementar inspiração. Regressa ao trabalho com uma Polaroid SX-70, carregado de dor e tristeza, algo que se traduz visivelmente na sua obra doravante.
Meudon,André Kertész(1928)@The Estate of Anré Kertesz/Higher pictures
Reconhecido como uma figura incontornável na história da fotografia, faleceu em 1985, com 91 anos. À data da sua morte, ainda era um fotógrafo activo e na memória de grandes académicos, continua a imagem de um homem que nunca desistiu de viver do suor do seu trabalho e ao mesmo tempo perseguindo a sua "estrofe perfeita".
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